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sábado, 22 de janeiro de 2022

OMS revela aumento de resistência a tratamentos para HIV

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Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou na semana passada um relatório sobre a eficácia de medicamentos contra o HIV. De acordo com a agência da ONU, um número cada vez maior de países com alta incidência de HIV está atingindo o limite de 10% de resistência aos tratamentos utilizados. Estudos recentes conduzidos em 10 países da África Subsaariana, entre bebês de mães que têm o vírus, quase metade já não responde aos medicamentos.

Causas – Segundo a OMS, até o final do ano passado, 27,5 milhões recebiam os antirretrovirais.

Em todo o mundo, 37,7 milhões vivem com o vírus. Porém, de acordo com o Programa Conjunto da ONU sobre HIV/AIDS (UNAIDS), mais de 10 milhões não têm acesso ao tratamento. Doenças relacionadas à AIDS mataram mais de 680 mil pessoas em 2020.

O uso ampliado de  terapias antirretrovirais baseadas na classe dos inibidores da transcriptase reversa não-análogos de nucleosídeos (ITRNN) apresentou os maiores índices de resistência pré-tratamento.. Esse achado não é surpresa, uma vez que estudos já mostraram percentuais elevados de resistência em regimes contendo ITRNN com paciente sem supressão viral. Além disso, a adesão ao tratamento em níveis subótimos pode levar à falha da terapia e à resistência. 

Todos os medicamentos, incluindo os mais recentes, correm o risco de se tornarem parcial ou totalmente inativos devido ao surgimento de variantes resistentes. 

Recomendações – Com os resultados, a OMS recomenda a transição mais rápida para tratamentos com outro medicamento, o dolutegravir. Desde 2019, o produto está aprovado para todas as pessoas.

A OMS recomenda o uso de dolutegravir como tratamento preferencial de primeira e segunda linha para todos os grupos populacionais. O medicamento é mais eficaz, mais fácil de administrar e tem menos efeitos colaterais do que outras drogas atualmente em uso.  O dolutegravir também possui uma alta barreira genética para o desenvolvimento de resistência aos medicamentos, apoiando assim sua durabilidade e eficácia em longo prazo.

Para a agência, o aumento de falhas nas terapias reforça a necessidade de aumentar testes de carga viral, melhorar as prescrições e alterar os medicamentos entre as pessoas vivendo com HIV que apresentam resistência.

Resposta – Cerca de 64% dos países estudados, que possuem alto nível de infecção pelo vírus, estão implementando ações para conter e monitorar os casos. O compromisso foi traçado em 2017, com a estratégia de diagnosticar, tratar e suprimir a carga viral em 90%.

O relatório indica que o número de países que alcançaram altos níveis de supressão viral (≥90%) aumentou de 33% em 2017 para 80% em 2020. Alcançar altos níveis de supressão da carga viral em populações em terapia antirretroviral evita a transmissão do HIV, morbidade e mortalidade associadas ao HIV e previne o surgimento de resistência aos medicamentos para o HIV.

A OMS pede que os esforços sigam em ações para prevenção de novos casos de resistência, adotando novas alternativas e evitando pausas nos tratamentos.

Além disso, a agência reforça a importância do monitoramento de casos e investimento em pesquisa.

“Este relatório e vigilância regulares colocam a importância dos países serem responsáveis por fornecer tratamento e cuidados de alta qualidade para o HIV e investimento focado em resistência antimicrobiana”, afirmou a diretora dos Programas Globais de HIV, Hepatites e IST da OMS, Meg Doherty.

Fonte ONU

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