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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Inflação na indústria fica em 1,31% em novembro com alta em 17 das 24 atividades

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Os preços da indústria subiram 1,31% na passagem de outubro para novembro, resultado inferior à alta registrada em outubro (2,26%). O acumulado no ano atingiu 28,36% e, em 12 meses, 28,86%, quinto mês seguido em desaceleração e o menor valor desde fevereiro de 2021 (28,50%). Em novembro de 2020, a alta foi de 1,38%. Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo IBGE.

A pesquisa mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Dessas, 17 tiveram variações positivas em novembro. As maiores influências no índice vieram de refino de petróleo e produtos de álcool (0,71 ponto percentual), outros produtos químicos (0,47 p.p.), e indústrias extrativas (-0,31 p.p.).

Preços ao produtor – Variação mês/mês anterior (%)

De acordo com o gerente do IPP, Manuel Campos Souza Neto, os setores com maior impacto no IPP de novembro sofreram influência do comércio internacional. “Derivados do petróleo em função dos aumentos do óleo bruto durante o ano, apesar da queda neste mês e o setor extrativo devido a uma queda muito grande nos preços do minério de ferro”, explica.

A pesquisa mostra que os derivados de petróleo e álcool aumentaram 6,63% no mês, 14,26% no último bimestre e chegaram a 71,04% no acumulado do ano e 80,13% em 12 meses. O setor químico, que teve a segunda maior variação positiva, de 4,90%, acumulou 60,03% no ano de 60,69% em 12 meses. Já o setor extrativo foi por outro caminho, com queda de 5,21%, acumulando, no trimestre, redução de 22,56%.

O gerente da pesquisa destaca que, em março, o setor extrativo acumulava 136,25% em 12 meses, o mesmo indicador caiu para 29,17%, em novembro, queda de mais de 100 pontos percentuais devido à redução dos preços do minério de ferro. Entre as razões está a retração da demanda da China, que fechou várias siderúrgicas.

“O setor de petróleo é afetado pela redução da oferta do óleo bruto de petróleo, com elevação de preços em todo o mundo. O combustível não tem apresentado altas só no Brasil. Vários países têm sofrido aumentos até maiores. Já o setor químico sofre muito a influência dos custos dos insumos, especialmente a parte de adubos, que tem tido aumento de preços internacionais”, diz.

Ele explica que a indústria tem batido recordes de altas no ano, especialmente no primeiro trimestre – janeiro (3,55%), fevereiro (5,16%) e março (4,63%). Os três meses influenciam o resultado atual, o indicador de novembro (1,31%) é inferior aos registrados no início do ano. ‘Não obrigatoriamente o primeiro trimestre é de alta, mas neste ano foi um conjunto de fatores como pandemia e mercado internacional”, completa o gerente do IPP.

Em relação às grandes categorias, a influência sobre o IPP (1,31%) foi de 1,19% em bens de capital; 1,40% em bens intermediários; e 1,18% em bens de consumo, sendo que 0,64% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 1,29% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Mais sobre a pesquisa

O IPP tem como principal objetivo mensurar a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, bem como sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país. Constitui, assim, um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados.

A pesquisa investiga, em pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes e definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Coletam-se cerca de 6 mil preços mensalmente. As tabelas completas com os resultados estão disponíveis no Sidra.

Por Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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