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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Agências usam ciência para combater doença da banana na América do Sul

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Uma doença considerada letal para plantações de bananas está se espalhando rapidamente pela América Latina e afetando exportações da banana Cavendish, uma das mais vendidas no mundo.

A doença é causada pelo fungo Fusarium e afeta a produção de diversas variedades de plátanos e bananas. As perdas podem chegar a 100% após danos nas raízes e nos caules da planta.

Para tentar reverter o quadro, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO (FAO) estão utilizando técnicas nucleares para neutralizar a área da contaminação do Tropical Race 4 (TR4), a última variante da doença.

O TR4 é um patógeno que nasce no solo e pode sobreviver por décadas destruindo plantações saudáveis e espalhando a doença. A parceria entre AIEA, FAO e países produtores ajuda a detectar e vigiar a resistência genética do patógeno e a formular maneiras de gerenciar o problema. 

A especialista da AIEA Najat Mokhtar explica que através da irradiação é possível modificar o material da planta e desenvolver as variedades resistentes à doença, usando uma técnica de sequenciamento do DNA.

Base alimentar – A banana é a base alimentar de muitas regiões, especialmente entre as populações mais pobres. Mais de 84% das bananas são cultivadas por pequenos agricultores, que abastecem os mercados domésticos.

A FAO informa que a banana Cavendish representa 47% de toda a produção global e quase metade de toda a exportação da fruta. A ameaça às plantações é também um risco de desemprego para muitas pessoas. 

Se a doença não for controlada, a Colômbia, o quinto maior exportador de banana do mundo, pode ver desaparecer 30 mil postos de trabalho e US$ 800 milhões em exportações por ano.

Por ONU

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