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sábado, 2 de julho de 2022

Técnicas conservacionistas garante agricultura em solos arenosos

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Por Embrapa Acre

Agricultores familiares do Juruá, uma das cinco regiões que formam o estado do Acre, apostaram no conservadorismo para recuperar a fertilidade de solos arenosos improdutivos e tornar-se como lavouras mais rentáveis. De acordo com os resultados da pesquisa, a produção de mandioca mais do que dobrou e o feijão-de-corda (feijão-caupi) e o milho superaram em cinco vezes a produtividade de cultivos tradicionais. Além de aumentar a produtividade, as práticas ambientais otimizadas pela Embrapa reduziram o custo de produção e aumentar a sustentabilidade da atividade.

Os solos do Juruá são predominantemente arenosos, com percentuais de areia entre 50% e 70% na sua composição. Devido à textura da matéria orgânica, as características que são reduzidas à quantidade de água e nutrientes, os níveis de fertilidade e a dificuldade são reduzidos, ou a dificuldade à agricultura. Submetido a recurso de tentativas de manejo, como o uso das áreas para os processos de degradação natural, rapidamente. 

Os estudos com manejo conservacionista são fruto de um trabalho da Embrapa, desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal do Acre ( Ufac ), Universidade Federal do Rio Grande do Sul ( UFRGS ), instituições e municípios de fomento agrícola e agricultores do município de Mâncio Lima, com o objetivo de intensificador de produção familiar. Especialistas são técnicas de conservação diferentes, como plantio direto na planta de planejamento e simulação de culturas, para validar e recomendar um sistema adequado aos arenosos do Juruá solo. O modelo avaliado possibilita uma agricultura sem fogo, revolução mínimo da terra, solo sempre protegido, redução no uso de insumos e diversidade de cultivos.

Segundo o pesquisador da Embrapa Açoria Costa ,crescimento de estudos, com base nesses critérios foram elaborados esquemas distintos de duplicação controlada e correção de dados do solo, em combinação e precisão direta em cultivo de graneas e leguminidade direta, sistema de modificação com culturas agrícolas . Tanto a qualidade do solo como a produtividade das lavouras melhoraram desde as primeiras estimativas.

 Além de devolver a propriedade à capacidade produtiva do solo e aumentar o desempenho das culturas, o manejo possibilita a manutenção da fertilidade das áreas recuperadas e permite o uso contínuo da terra, com cultivos sucessivos, maior oportunidade de geração de geração de menor custo de produção e benefícios para o meio ambiente. Esses confirmam o sistema como aspectos alternativos para uma agricultura familiar mais produtiva e sustentável”, ressalta Costa.

Implantação do sistemaSegundo o técnico Manoel Delson Campos, que acompanha os agricultores do Juruá desde o início das pesquisas, a produção conservacionista envolve uma série de cuidados com uma área que receberá os plantios agrícolas e como plantas de cobertura, trabalho realizado em diferentes. O passo de limpeza para o terreno, com primeiro remoção que pode dificultar a implantação.“Outra etapa importante é a realização de avaliação e física, a partir de amostras coletadas em pontos distintos do terreno, para conhecer as condições de fertilidade do solo e a necessidade de correção dos níveis de determinação e de adubação. Os tipos de valores estimados de nutrientes e os dados que afirmam os que afirmam ser o solo, indicam o valor racional de insumos e valores de uso que sustentam o uso racional.Após, ou seja semeadura das espécies agrícolas o solo não revolvido, como plantas de cobertura podem ser aproveitadas em esquema de transformação ou consórcios entre si ou com culturas agrícolas de comercial. A manutenção dos resíduos das culturas (que queimados na agricultura tradicional) é outro requisito para manter o armazenamento individual coberto e protegido e o papel crucial no processo de recuperação da fertilidade.

Resultados

O uso do fogo na agricultura ainda é uma tradição em propriedades rurais do Juruá e outras localidades da Amazônia. O corte e a correção de qualidade são práticas para o terreno a ser cultivado, a cada ciclo agrícola, associado à ausência de adubação e, reduzindo ainda mais a qualidade do solo, especialmente os arenosos, e acelerando o processo de redução.

Quando o agricultor Sebastião Oliveira, morador do município de Mâncio Lima, aderiu à produção conservacionista, há mais de uma, boa parte do solo de sua propriedade estava improdutiva. Ele conta que sempre cultivou mandioca para a produção tradicional de farinha, no sistema de derrubada e queima, mas viu a propriedade perder a capacidade produtiva. Antes da parceria com a Embrapa, a produtividade de mandioca era de dez toneladas por hectare.

Técnicas conservacionistas garante agricultura em solos arenosos

“Com o manejo conservador, tenho solos de qualidade e produtividade da cultura melhorada a cada ano. Na safra 2020/2021 produzimos 25 toneladas de raízes por hectare, um aumento de 150% no desempenho produtivo da lavoura, em relação à agricultura tradicional. Com solos férteis pudemos diversificar a produção com cultivos de milho e feijão-caupi, culturas que eram inviáveis ​​na propriedade. A colheita dessas culturas saltou de mil quilos para 5 mil quilos por ele. Abandonou a agricultura de corte e queima e tornei minha propriedade mais produtiva. Acredito que esse é o caminho para a agricultura familiar”, ressalta o produtor rural.

Segundo Costa, além do uso permanente do solo, independentemente da escala dos cultivos, na agricultura conservacionista a melhoria na produção é contínua, enquanto a agricultura de corte e queima o tempo máximo de uso de uma área é de quatro a cinco anos e, já no terceiro ano, a produção reduz 50% devido ao esgotamento do solo. “Com práticas conservacionistas é possívelr as atividades produtivas com culturas diferentes, aumentar e melhorar a produção familiar de novas áreas, fabris sem intensificar a pressão acionista sobre a floresta”, declara a floresta.

Etapas da pesquisaDesenvolvidas por meio de Unidades Demonstrativas pesquisas implantadas em propriedades rurais familiares, como manejo de conservação contemplam o cultivo, em uma mesma área, de culturas agrícolas de importância econômica para o Juruá e que garanta a segurança alimentar. A primeira fase do trabalho, entre 2006 e 2014, estudou um modelo conservacionista com foco na produção de mandioca e milho. No manejo do solo foram utilizadas diferentes dosagens de calcário, fósforo e potencial, em momentos distintos dos experimentos.  O plantio de mandioca pode ser executado em calendário e agosto. Já o milho, cultivado em duas épocas, rendeu uma safra convencional, de setembro/outubro a janeiro/fevereiro, e uma segunda safra entre março e julho/agosto. Após colheita, a colheita foi ocupada com duas espécies de experimento planta de cobertura (mucuna ( Mucuna aterrima  Piper & Tracy) e sorgo forraghum bicolor  (L.) Moench) e área futura em descanso (pousio) até iniciar um novo ciclo agricultura.A partir de 015, além dos focos na eficiência produtiva das culturas, os estudos aumentaram a diversidade de cultivos. Os experimentos incluem também estimativas com feijão-caupi, outra cultura relevante para a agricultura familiar no Juruá, e novas plantas de cobertura do solo. Os plantios agrícolas foram consorciados com as leguminosas feijão-de-porco ( Canavalia ensiformes, DC ), feijão-guandu-anão ( Cajanus cajan  (L.) Mill sp.) e crotalária ( Crotalaria juncea , L.) e gramínea milheto ( Pennisetum glaucum , L.).“Nos primeiros anos, o ganho em produtividade foi de 40% para a cultura da mandioca e 50% para o milho, em comparação com a agricultura de corte e queima. Na segunda etapa, a produtividade das culturas do sistema de estudos aumentou 63% em relação à produção no tradicional. “Além, o cultivo sequencial de culturas agrícolas, em uma mesma área, no mesmo custo na produção e disso gerou mais renda para as famílias. Esse resultado conservado para validar o sistemacionista como alternativa de produção para região”, Costa.

Vantagens da produção conservacionista

O método de conservação envolve um conjunto de melhorias técnicas de baixo impacto básico, que têm como objetivo melhorar a melhoria de culturas agrícolas para a promoção de uma área de melhoria de culturas sustentáveis, com a renda e sem modo de melhoria permanente da melhoria de culturas agrícolas para a promoção de uma agricultura sustentável, com renda e sem modo de melhoria permanente. vida dos agricultores.

de produção, um plantio de plantio para a formação de resíduos vegetais () na superfície do solo que protege esse recurso de ação da chuva e dos raios solares, auxilia no controle direto da técnica e no processo de preservação da sua estrutura. Já o cultivo alternado ou consorciado de espécies agrícolas com plantas de cobertura, especialmente leguminosas gramíneas, aumenta as matérias orgânicas e associando os teores não solo, ajuda a re nutrientes, contribui com temperaturas e ideais para plantas favorecendo e a atividade biológica . Esses fatores promovem a melhoria na fertilidade das áreas cultivadas e na produtividade das culturas.

“Além dos ganhos na agricultura, como técnicas conservacionistas reduzidos processo de produção e mão-de-mecanização, função do maquinário dessa prática. Outra vantagem é que, à que as práticas conservacionistas se intensificam, o uso de cada vez mais, em decorrência da adubação natural (verde) proporcionada pelo cultivo de pernauminosas, que fornece fornecimento e outros nutrientes para as medidas fertilizantes”, destaca Costa .

Para evitar o uso do fogo e a queima de combustíveis fósseis também, o manejo conservacionista reduz a proteção de gases de efeito estufa (GEEs) para a atmosfera. A pesquisa estima que em 13 anos cada hectare cultivou nesse sistema deixou de emitir 1.536 toneladas de carbono equivalente (CO2e). Além disso, o plantio direto e o cultivo de plantas de cobertura, por processos estáveis, a obtenção de carbono no solo.

Adotada em larga escala, a tecnologia pode contribuir com o cumprimento de metas do Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária ( Plano ABC+ ), política pública coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que reduzir em 1,1 Bilhão de toneladas de emissão de carbono equivalente não equivalente, até 2030, meio da adoção de alternativas tecnológicas agropecuárias por meio da adoção de alternativas tecnológicas agropecuárias que permitem uma produção de baixo carbono.

Aprendizado prático

Por meio do “ Tecnologias para projeto e produção sustentável de mandioca por produtores produtores na Amazônia – Mandiotec agregações ”, desenvolvido com recursos do Fundo Amazônia, a Embrapa Acre implantou novos valores demonstrativos com o objetivo de multiplicar os conhecimentos sobre conservacionista entre agricultores familiares do Juruá.

Na propriedade da agricultora Graciete Souza, no município de Mâncio Lima, o solo estava tão degradado que o cultivo de mandioca era realizado em área arrendada na comunidade. As técnicas conservacionistas têm viabilizado a produção de mandioca para ampliar in natura (mesa) e os resultados do experimento de um hectare, consumir três anos, aproveitaram tanto que a família já planeja uma área cultivada. 

“Nesse modelo, em vez de deixar o solo encapoeirar para queimar e depois plantar, quando retiramos a cultura plantamos leguminosas para proteger o solo e isso faz muita diferença na sua qualidade. Minha propriedade voltou a produzir e melhorou. Vendo em torno de 150 quilos de mandioca sem casca, por semana, ao preço unitário de R$ 3 reais. Vou continuar com a produção conservacionista e aumentar o tamanho dos roçados”, afirma a produtora.

O analista da Embrapa Acre Daniel Lambertucci, responsável pelas atividades do Mandiotec no Juruá, explica que as Unidades Demonstrativas, implantadas e apreendidas junto aos produtores, proporcionam vivência e aprendizados práticos. “Esses espaços de sala de aula para a propriedade dominam o conhecimento para o agricultor parceiro, que com o tempo passa a tecnologia, e outros moradores da comunidade, que capacitações. É importante que os produtores tenham acesso ao sistema de produção, em substituição à agricultura de corte e queima no Juruá, como forma de promover a recuperação de áreas degradadas e uma agricultura familiar mais sustentável na região”.

Recuperação longa de solos: um trabalho de prazoImprescindíveis para, os solos aquíferos também contribuem para a conservação dos ecossistemas, ajudam a regular a temperatura do planeta e outras importantes qualidades para a manutenção dos ecossistemas. Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação ( FAO ) mostram que estão cerca de 33% dos solos do planeta degradados. O problema reduzir em 60% a produção de alimentos no mundo e a ameaça à segurança alimentar das populações.No cenário brasileiro, a última edição do  Atlas das Áreas Suscetíveis à Desertificação , disponibilizada pelo Ministério do Meio Ambiente, estima que 1,3 milhão de quilômetros quadrados de solos estão em situação de risco, com maior concentração na Região Nordeste. O manejo conservacionista representa uma alternativa tecnológica eficaz para restaurar a funcionalidade produtiva e ambiental dessas áreas.Os estudos realizados no Juruá mostram que a agricultura tradicional de corte e deixa o solo exposto a eventos climáticos (chuvas, secas e vendasvais) que processos causam erosivos e eliminam nutrientes para o crescimento das plantas. Não queimar é requisito básico para evitar a degradação do solo.A Costa explica que seja o solo e a área de destruição das áreas cultivadas da reciclagem de substâncias, ou seja, o solo depende da destruição das substâncias químicas e vice-versa Como práticas conservacionistas a reposição de nutrientes retiradas do solo pela atividade agrícola. Essa progressiva garante processos naturais essenciais para fornecer solos férteis, entretanto, a recuperação de um solo degradado, assim como os ganhos na produção e para o meio ambiente, ocorre de forma lenta e lenta.“O tempo médio para estabilização do sistema conservador nos processos de solo é dez anos. Já em termos de produtividade dos cultivos, esse pode reduzir conforme a intensidade dos tempos praticados. O trabalho é, porém, com resultados duradouros e capaz de transformar a realidade da propriedade. É importante que a agricultura adotar a tecnologia, o produtor rural seja consciente de seus indivíduos de qualidade para produzir uma forma sustentável, com qualidade e favorecimento da sustentabilidade por mais aspectos e manutenção da manutenção da atividade”, afirma o pesquisador .
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