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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Conab divulga edição especial sobre setor de aquicultura e pesca

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Por Portal do Agronegócio

Em todas as Centrais de Abastecimento (Ceasas), a variação positiva entre os meses de fevereiro e março é bastante significativa. É o que aponta o 4º Boletim Prohort, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em edição especial que inclui uma análise detalhada sobre a produção e o mercado nacionais de pesca e aquicultura.

Esta edição do Boletim Prohort detalha os números e as características da cadeia produtiva do pescado, passando pela caracterização dos estabelecimentos aquícolas, da frota pesqueira nacional, do perfil dos pescadores profissionais brasileiros e pelos principais produtos pesqueiros comercializados nas Ceasas. “O mês de março apresenta um aumento histórico e significativo no consumo nacional de pescado, o que impulsiona a necessidade de informações sobre o setor e por isso decidimos montar esta edição especial em parceria com a Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP)”, explica Marisson Marinho, gerente substituto de Produtos Hortigranjeiros e da Sociobiodiversidade da Conab.

Segundo dados mais recentes, a produção declarada de peixes em Águas da União em 2020 foi 16% superior ao registrado no ano anterior, com 71.512 toneladas. O principal recurso produzido foi a tilápia, que representou 98% do volume total, seguida das espécies pacu, tambaqui, tambacu e piauçu. 

O Brasil conta com 26.773 embarcações de pesca das mais diversas modalidades, além de 975.994 pescadores profissionais registrados, classificados entre artesanais e industriais, de acordo com o tamanho da produção e as técnicas empregadas. Na aquicultura – compreendida como o cultivo de organismos em meio total ou parcialmente aquático –, o Brasil tem 34.354 registros. Os dados foram extraídos do Sistema Informatizado do Registro Geral da Atividade Pesqueira (SisRGP). 

Quanto ao  sistema de produção, 58% dos estabelecimentos registrados no Brasil são de produção semi-intensiva. Dentre os estados, Santa Catarina destaca-se com o maior número de estabelecimentos. A atividade da aquicultura que envolve o maior número de trabalhadores é a piscicultura (86% dos aquicultores), seguida da carcinicultura (7%).

O diretor de Informações Agropecuárias e  Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen, comenta que “os dados sobre a produção e o setor de aquicultura e pesca do Brasil estão hoje concentrados na Conab e na Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por isto essa parceria é fundamental na geração das informações que o mercado necessita e que esta edição especial do boletim entrega à sociedade”. 

Segundo o coordenador-geral de Monitoramento de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Walter Hugo Diaz Pinaya, alguns recursos pesqueiros são destaque na produção e comercialização no Brasil, como por exemplo a tilápia, o camarão, o atum e a sardinha.

Hortaliças

Além do conteúdo especial desta edição, o Boletim Prohort trouxe a tradicional análise da comercialização de frutas e hortaliças. Alface e batata apresentaram estabilidade de preços, com movimentos intercalados de alta e baixa em patamar elevado. Para abril, a tendência é de leve queda para a alface e de alta para a batata. 

Todavia, o movimento preponderante foi de aumento dos preços na maioria das Centrais de Abastecimento. No caso da cebola, a tendência de alta se mantém desde o final de 2021, visto que, apesar do cenário positivo para os importadores, ainda não foi identificado impacto na redução dos preços. Espera-se que os preços comecem a dar sinais de queda a partir de abril, mas em pouca escala.

O tomate também mantém um movimento de preços ascendente desde os últimos meses de 2021. A alta é causada tanto pela redução na oferta – acumulada em quase 10% em 2022 – quanto pela alta sazonal da fase de transição de safras. Apenas em março os preços subiram 27,19%. Abril segue a tendência inflacionária, uma vez que a oferta da safra de inverno ainda não é suficiente para compensar os aumentos verificados até o momento. Para a cenoura, a redução na oferta chega a 30% na comparação com março do ano anterior. Este cenário pressiona uma alta histórica de preços, com inflação de 75,75% em fevereiro e de 22,08%  em março. A tendência é que a alta se mantenha em abril, com possíveis quedas no Rio de Janeiro e em São Paulo. 

Frutas

Aumento de preços para melancia, maçã e mamão, com tendência moderada para aquela e um maior número de registros de aumento para as duas últimas. No caso da melancia, foi observado um pequeno aumento da oferta, especialmente em Goiás, mas ainda sem impacto significativo na queda de preços. 

Já para maçã e mamão, foram observadas pequenas elevações de preços na maioria dos mercados atacadistas. Para a maçã, foi registrado aumento da oferta, porém controlada pelas classificadoras de qualidade. Em abril, a tendência é de leve alta, porém sem um comportamento uniforme nas centrais de Abastecimento. Quanto ao mamão, observa-se um cenário de pouca oferta e elevação dos preços, principalmente do papaya. Em abril, a tendência é de estabilidade nos patamares atuais, com uma recuperação mais demorada em razão dos altos custos de recuperação e implantação da safra.

Preços estáveis para banana e laranja em razão do aumento na oferta. A produção de banana irrigada do vale do São Francisco e o início da safra da banana nanica nas Regiões Sul e Sudeste são fundamentais para o resultado. Observa-se tendência de queda nos preços em quase todas as Ceasas e previsão de clima favorável para o próximo período. 

Exportações

Em março de 2022, o acumulado das exportações brasileiras de frutas foram superiores aos envios no mesmo período do ano anterior – tanto em volume quanto em receita. Foram exportadas 257,72 mil toneladas de frutas, volume 2,14% maior que no mesmo período de 2021. O faturamento destas operações alcançou US$ 224,29 milhões, resultado 0,95% acima do computado em março de 2021.

Outras informações podem ser encontradas na íntegra do 4º Boletim Prohort.

Fonte: CONAB

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