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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Embrapa destaca cultivares com melhor desempenho de mercado nos seus 49 anos

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Por Portal do Agronegócio

Ao celebrar seus 49 anos de criação, a Embrapa destaca os resultados mercadológicos obtidos por algumas cultivares geradas nos programas de melhoramento genético da Empresa. São cultivares responsáveis por extensas áreas de plantio nas lavouras e pastos brasileiros e até de outros países de agricultura tropical por promoverem maior desempenho no campo, além de benefícios econômicos, ambientais e sociais.

O Arroz BRS Pampa CL, o Trigo irrigado BRS 264, a Soja BRS 284 e as forrageiras tropicais Brachiaria brizantha BRS Piatã e Panicum maximum BRS Zuri são exemplos de cultivares com resultado mercadológico de destaque para a Embrapa em 2021. 

A BRS Piatã foi responsável, entre 2020 e 2021, pela produção de uma tonelada de sementes e 60% desse volume foi exportado para países principalmente da América Latina e África. Já a BRS Zuri, em 2021, teve produção próxima a 900 mil quilos de sementes, sendo mais da metade destinada à exportação. Outro impacto positivo dessas forrageiras adaptadas foi a prevenção do desmatamento de milhões de hectares de florestas e a fortalecer a pecuária nos diversos biomas, independentemente do tamanho da propriedade.

Licenciamento de cultivares

Atualmente, 245 cultivares com genética Embrapa são ofertadas ao mercado por mais de 400 parceiros licenciados para multiplicação e comercialização.

Parte dessas cultivares são protegidas e trazem retorno financeiro para a Embrapa na forma de royalties. No ano fiscal 2021, a soja BRS 284 foi responsável por 26% do total arrecadado com cultivares e a Brachiaria brizantha BRS Piatã é a segunda com maior arrecadação, correspondente a 17%. 

Arroz BRS Pampa CL – cultivar ambientalmente sustentável

O Arroz BRS Pampa CL é oriundo da cultivar BRS Pampa. Se tornou uma das principais escolhas dos produtores da região Sul em razão de um conjunto de qualidades altamente desejáveis: cultivar precoce, que usa menos defensivos, tem excelente potencial produtivo e resistência às principais doenças, além de promover economia de água na irrigação, pois demanda 15% menos irrigação em comparação às cultivares de ciclos mais longos. Classificado como arroz de grão nobre ou premium, o produto apresenta altas taxas de grãos inteiros após o beneficiamento, cerca de 64%, característica ligada ao valor do produto do mercado. Em relação à área plantada, a produção de grãos da cultivar ultrapassou 70 mil hectares. 

Trigo irrigado BRS 264 tem produção recorde no Cerrado

 O Trigo irrigado BRS 264 é uma das tecnologias que permitiu o desenvolvimento da triticultura na região do Cerrado. A cultivar, em 2021, bateu o recorde mundial de produtividade diária: 9.630 kg/ha, isto é 80,9 kg/ha/dia, ou 160,5 sacas/ha, colhidos pelo produtor Paulo Bonato, de Cristalina (GO).

É uma cultivar de trigo precoce, que pode ser colhida antes de outras disponíveis no mercado, e permite que o produtor agregue mais valor à lavoura irrigada, melhorando o sistema de produção da região. Essa tecnologia se caracteriza pela possível diminuição dos impactos ambientais, por reduzir a utilização de água e energia elétrica. 

Soja BRS 284 – ícone em potencial de rendimento

A  Soja BRS 284 é uma cultivar convencional de ciclo precoce, destinada a todas as regiões sojícolas do País. Tem como destaque o excelente potencial produtivo em áreas com a presença do Nematoide de galhas Meloidogyne javanica e Meloidogyne incógnita, além de viabilizar o plantio antecipado.

A cultivar se tornou um ícone em termos de potencial de rendimento da soja convencional conquistando concursos de produtividade em diferentes regiões do país. O sucesso da cultivar no mercado de soja não transgênica vem abrindo espaço para as novas gerações de soja convencional como a BRS 511, que agrega a Tecnologia Shield – resistência genética à ferrugem-asiática da soja, e a BRS 539 que combina Tecnologias Shield® e Block® de proteção contra percevejos.

BRS Piatã e BRS Zuri são exportadas para África e América Latina

A Brachiaria brizantha BRS Piatã foi responsável, entre 2020 e 2021, pela produção de uma tonelada de sementes e por 60% de todo o volume de sementes de forrageiras exportadas para países principalmente da América Latina e África. 

A BRS Piatã é uma boa alternativa para a integração lavoura-pecuária por apresentar fácil dessecação e crescimento inicial mais lento que os capins xaraés e marandu, além das características favoráveis de manejo, arquitetura de planta e acúmulo de forragem no período seco. 

O Panicum maximum BRS Zuri, em 2021, teve produção próxima a 900 mil quilos de sementes, sendo mais da metade destinadas à exportação. O capim apresenta tolerância moderada ao encharcamento do solo, semelhante ao Tanzânia-1, porém se desenvolve melhor em solos bem drenados, sendo uma opção para a diversificação de pastagens nos biomas Amazônia e Cerrado. Suas principais características são a elevada produção, o alto valor nutritivo, a resistência às cigarrinha-das-pastagens e o alto grau de resistência à mancha das folhas.

Fonte: Embrapa

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