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segunda-feira, 4 de julho de 2022

OPAS alerta para o aumento de casos de COVID-19 nas Américas

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Por ONU

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou que casos e mortes pelo novo coronavírus voltaram a subir. Na semana passada, a região reportou um crescimento em 27,2% de novos infectados, o equivalente a mais de 918 mil pessoas.

O número de mortes por COVID-19 superou 3,5 mil e as hospitalizações também cresceram em 18 países das Américas.

“O aumento de casos deve servir de alerta. Quando as pessoas ficam doentes, os hospitais ficam sobrecarregados, os sistemas de saúde são desafiados e o número de mortes aumenta”, disse a diretora da OPAS, Dra. Carissa Etienne, durante sua coletiva de imprensa semanal.

A América do Norte foi responsável por mais da metade de todas as infecções na região. Os casos aumentaram nas últimas sete semanas, impulsionados por novas infecções nos Estados Unidos, que registraram mais de 605.000 novos casos, um aumento de 33%.

O maior aumento de casos ocorreu na América Central, onde as infecções cresceram em 80%.

O Brasil registrou mais de 120 mil novos casos – um aumento de 9%, além de ter aumentado também o número de mortes

A Argentina registrou 34 mil casos, o que representa um aumento de 92% em relação à semana anterior.

Venezuela e Paraguai registraram um aumento no número de mortes neste período.

Em todo o Caribe, os casos de COVID-19 seguem subindo há cinco semanas, com um aumento de 9,3%, e um salto nas mortes de 49% em comparação à semana anterior.

Quatorze países e territórios também relataram aumentos nas hospitalizações.

A chefe da OPAS instou os governos a fazerem um balanço e agir sobre esses números. “A verdade é que esse vírus não vai desaparecer tão cedo”, disse ela.

Após um período de redução da transmissão da COVID-19, muitas autoridades nacionais e locais estão abandonando o uso obrigatório de máscara e o distanciamento físico, além de reabrirem as fronteiras. No entanto, muitas pessoas nas Américas ainda estão em risco.

Apenas 14 dos 51 países e territórios da OPAS atingiram a meta da OMS de vacinar 70% de suas populações. Ainda existem discrepâncias na cobertura para grupos de risco e vulneráveis, como idosos, pessoas com doenças pré-existentes e comunidades indígenas e afrodescendentes.

A diretora da OPAS reforçou que usar máscaras e manter o distanciamento físico ainda são medidas válidas para diminuir a transmissão do vírus.

“Os governos devem continuar monitorando de perto as tendências da COVID-19, adaptar suas orientações para proteger os mais vulneráveis ​​e estar sempre prontos para ampliar essas medidas sempre que houver um aumento de casos ou mortes”, disse ela.

As pessoas também podem ajudar: tomando a vacina, fazendo uso das máscaras e seguindo outras medidas de proteção, acrescentou.

A diretora da OPAS recomendou que os países não esqueçam as lições aprendidas nos últimos dois anos de convivência com a nova doença. Eles devem manter o foco no vírus, em meio a uma redução de testagens. Mesmo em locais onde os autotestes estão disponíveis, os resultados nem sempre são comunicados às autoridades de saúde.

“Testes e vigilância são nossos olhos e ouvidos para esta pandemia e podem ajudar os governos a tomar decisões fundamentadas”, disse a chefe da OPAS, ressaltando a importância da manutenção e fortalecimento da infraestrutura relacionada.

Além disso, os governos também devem continuar investindo em seus sistemas de saúde para reagir rapidamente e para atender às necessidades de saúde além da COVID-19.

A diretora da OPAS lembrou que quando as vacinas da COVID-19 foram lançadas pela primeira vez há mais de um ano, a preocupação era com a equidade e a garantia de doses suficientes para cobrir as pessoas mais vulneráveis. “A oferta foi a barreira mais significativa ao longo de 2021. Isso não é mais o caso”, disse ela. “Temos doses suficientes para cobrir aqueles com maior risco e temos a obrigação de fazê-lo”.

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