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sábado, 2 de julho de 2022

MP recomenda à Secretaria de Saúde plano para conter avança da varíola dos macacos

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Com o registrado do primeiro caso suspeito de varíola de macacos em Mato Grosso do Sul, na cidade de Corumbá, o Ministério Público Estadual, por meio da 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública, instaurou um processo administrativo recomendando que a Secretaria de Estado de Saúde crie um Plano de Contingência para o enfrentamento de possíveis casos de varíola dos macacos. 

O MP aponta que o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por atuar nas ações de vigilância epidemiológica e instituir medidas de prevenção e controle das doenças. Além disso, lembra que a saúde é um direito universal e que precisa ser preservado pelas autoridades.

Outros três casos suspeitos no Brasil são de pessoas com sintomas da doença em Santa Catarina, Ceará e Rio Grande do Sul. No mundo são mais de 600 casos confirmados.

Sobre a doença

A varíola dos macacos é uma zoonose viral, isto é, uma doença infecciosa que passa de animais para humanos, causada pelo vírus de mesmo nome (varíola dos macacos). Este vírus é membro da família de Orthopoxvirus, a mesma do vírus da varíola, doença já erradicada entre os seres humanos.

A varíola dos macacos não se espalha facilmente entre as pessoas, mas pelo contato muito próximo e direto com um animal infectado. Apesar do nome, acredita-se que os roedores sejam o principal reservatório animal para os humanos, com outros indivíduos infectados por meio das secreções das lesões de pele e mucosas ou gotículas do sistema respiratório.

A transmissão pode ocorrer também pelo contato com objetos contaminados com fluidos das lesões do paciente infectado. Isso incluiria materiais como toalhas ou lençóis usados por alguém doente. A varíola dos macacos tende a ser leve e, geralmente, os pacientes se recuperam em algumas semanas sem tratamento específico, apenas com repouso, muita hidratação oral, medicações para diminuir o prurido e controle de sintomas como febre ou dor.

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