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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Igualdade de gênero é fundamental para combater a fome

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Por ONU

superação da desigualdade de gênero pode desempenhar um papel fundamental para libertar o mundo da fome e da má nutrição, disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), QU Dongyu, em meio a evidências de que a lacuna de segurança alimentar entre homens e mulheres se ampliou. 

“As mulheres são atores-chave nos sistemas agroalimentares e contribuem de forma significativa no desenvolvimento agrícola e rural”, disse o diretor da FAO em seu discurso no Diálogo Inaugural de Alto Nível, reunido pela Coalizão Alimentar, e intitulado ‘O Impacto da Crise Global na Segurança Alimentar: as mulheres como agentes-chave na transformação dos sistemas agroalimentares’.

“Se queremos construir sistemas agroalimentares que beneficiem todas as pessoas, sem deixar ninguém para trás, devemos superar a desigualdade de gênero”, acrescentou. 

Há evidências de que os fatores subjacentes ao aumento da fome testemunhado nos últimos anos – conflitos, choques climáticos e crises econômicas – atingiram mais as mulheres do que os homens. A lacuna de gênero na segurança alimentar cresceu ainda mais durante o ano em que a pandemia da COVID-19 se espalhou pelo mundo, com a prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave 10% maior entre mulheres do que homens em 2020, em comparação com 6% em 2019. 

O diretor-geral também observou que as mulheres representam quase metade da força de trabalho rural em países de baixa renda. No entanto, “em todos os lugares, as mulheres rurais enfrentam restrições baseadas em gênero que limitam seu potencial”, disse.

“Devemos agir agora para transformar nossos sistemas agroalimentares para uma melhor produção, melhor nutrição, melhor ambiente e melhor qualidade de vida para todas as pessoas, sem deixar ninguém para trás. Para alcançar este objetivo, precisamos da plena participação das mulheres no desenvolvimento e implementação de soluções”, afirmou Qu.

Os programas da FAO continuam a priorizar o engajamento e a liderança das mulheres rurais, e a Organização está comprometida em alcançar “igualdade entre mulheres e homens na agricultura sustentável e no desenvolvimento rural para a eliminação da fome e da pobreza”, conforme estabelecido em sua Política de Igualdade de Gênero

A Coalizão Alimentar  A Coalização Alimentar, lançada oficialmente em novembro de 2020, foi criada para facilitar uma ação global unificada em resposta à COVID-19. É importante ressaltar que o papel da Coalizão Alimentar também foi reconhecido em junho de 2021 pela Declaração de Matera e pela Declaração dos Líderes do G20 Roma.

À luz da crise global de segurança alimentar exacerbada pela guerra na Ucrânia, a Coalização Alimentar procura atuar como uma aliança global voluntária e aberta a todas as partes interessadas que desejam agir e acelerar o ritmo de mudança para a transformação dos sistemas agroalimentares. 

A Coalização Alimentar está estruturada em cinco pilares complementares, incluindo: Pilar 1 – Resposta e recuperação de crises globais; Pilar 2: Advocacy para soluções; Pilar 3: Apoio e acompanhamento da Declaração de Matera do G-20; Pilar 4: Desenvolvimento de soluções de longo prazo para transformar sistemas agroalimentares; Pilar 5 (transversal): Compartilhamento de informações e transferência de especialistas/experiências.

O Diálogo de Alto Nível, organizado sob o pilar de Advocacy para soluções da Coalizão Alimentar, também teve como objetivo discutir como os conflitos, em particular a guerra na Ucrânia, levam ao aumento dos níveis de insegurança alimentar. Em seu discurso de abertura, o diretor-geral da FAO reiterou o seguinte: “O conflito continua sendo o maior fator que impulsiona a fome nos países mais propensos a crises alimentares”, referindo-se a um relatório publicado pela Rede Global Contra Crises Alimentares.

O relatório mostrou que o número de pessoas que precisam de assistência alimentar urgente e de apoio com meios de subsistência continua a crescer em um ritmo alarmante. Aproximadamente 193 milhões de pessoas em 53 países ou territórios experimentaram insegurança alimentar aguda, ou níveis piores em 2021. Isso representa um aumento de quase 40 milhões de pessoas em relação aos números relatados em 2020, que já representavam um recorde.

O evento contou com a presença da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Jody Williams; a vice-ministra das Relações Exteriores da Itália, Marina Sereni; a ministra da solidariedade, inclusão social e família de Marrocos, Sra. Aouatif Hayar; a presidente do Centro Pan-Africano Kwame Nkrumah, Samia Nkrumah; e a presidente da Aliança Parlamentar Espanhola pelo Direito à Alimentação, Elena Diego, entre outras autoridades.

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