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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Mundo deve acelerar esforços para acabar com a AIDS até 2030

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Por ONU

A Assembleia Geral das Nações Unidas fez, a primeira revisão da estratégia implementada no último ano para acelerar as ações e acabar com a AIDS até 2030. O chefe de gabinete, Courtenay Rattray, disse que, para acabar com a AIDS, vencer a COVID-19 e “impedir futuras pandemias”, o mundo precisa garantir o acesso global a tecnologias de saúde que salvam vidas.

A pandemia da AIDS continua sendo responsável por mais de 13 mil mortes por semana. Um ano após a adoção da declaração política “HIV/AIDS: Acabando com as desigualdades e voltando ao caminho certo para acabar com a AIDS até 2030”, os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) mostram que as infecções por HIV e as mortes relacionadas à AIDS não estão diminuindo rápido o suficiente para acabar com a pandemia em oito anos, como os Estados-membros se comprometeram a fazer.

A agência da ONU disse que os Estados-membros destacaram a necessidade de “trabalhar em conjunto para acelerar o progresso da implementação”.

Enfrentar as desigualdades – Antes da reunião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgou um relatório sobre a implementação da declaração política de HIV/AIDS intitulada “Enfrentar as desigualdades para acabar com a AIDS”. O relatório mostra como as desigualdades e o investimento insuficiente “deixam o mundo perigosamente despreparado para enfrentar as pandemias atuais e futuras”.

Além disso, o relatório também destaca soluções, incluindo prevenção do HIV e a participação de promotores sociais; respostas lideradas pela comunidade; acesso igualitário a medicamentos, vacinas e tecnologias de saúde; financiamento sustentável para a AIDS e resposta à pandemia; e a necessidade de fortalecer as parcerias globais.

Investir em saúde global – Representando o secretário-geral da ONU, o chefe de gabinete delineou três passos imediatos para reverter as tendências atuais e voltar aos trilhos.

“Primeiro, precisamos combater as desigualdades, a discriminação e a marginalização de comunidades inteiras, que muitas vezes são potencializadas por leis, políticas e práticas punitivas”, disse ele, pedindo reformas políticas para reduzir os riscos de HIV para comunidades marginalizadas, incluindo profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis, presidiários, pessoas trans e gays.

O chefe de gabinete destacou como a estigmatização dificulta a saúde pública, enquanto “a solidariedade social protege a todos”.

O segundo passo foi compartilhar tecnologias de saúde, incluindo antirretrovirais, e disponibilizá-los para pessoas de todos os países do mundo. Em terceiro lugar, mais recursos devem ser concedidos: “investimentos em AIDS são investimentos em segurança sanitária mundial. Eles salvam vidas e economiza dinheiro”, disse ele.

Cumprindo as metas – O presidente da Assembleia Geral, Abdulla Shahid, observou que a igualdade de acesso à saúde é “um direito humano essencial para garantir a saúde pública para todos”.

“Os esforços para atingir as metas de combate à AIDS de 2025 é uma oportunidade de trabalhar em conjunto para aumentar os investimentos em sistemas de saúde pública e respostas à pandemia, e aproveitar as lições aprendidas da crise de HIV/AIDS para a recuperação da COVID-19 e vice-versa”, disse.

De acordo com a declaração política, divulgada em junho do ano passado (2021), se a comunidade internacional atingir as metas, 3,6 milhões de novas infecções por HIV e 1,7 milhão de mortes relacionadas à AIDS serão evitadas até 2030.

A declaração exorta os países a fornecerem a 95% das pessoas em risco o acesso a cuidados preventivos e garantirem que 95% dos soropositivos estejam cientes do seu estado de soropositividade. Os 95% dos que já estão cientes do seu estado de saúde também devem ter acesso ao tratamento de HIV.

Ação coletiva – As declarações em nome do Grupo Africano na Assembleia Geral, da Comunidade das Caraíbas e do Sistema de Integração Centro-Americana e da União Europeia enfatizaram a urgência de intensificar a ação coletiva e erradicar a desigualdade para garantir uma resposta bem-sucedida no combate ao HIV.

Além disso, o Grupo Africano e outros representantes presentes falaram sobre como abordar as leis discriminatórias que impedem as pessoas a terem acesso aos cuidados de saúde e aos serviços sociais.

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