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terça-feira, 9 de agosto de 2022

75% dos jovens não têm preparação para o mercado de trabalho

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ONU

Quase três quartos dos jovens de 15 a 24 anos em 92 países não têm as habilidades necessárias para o mercado de trabalho, de acordo com novo relatório publicado nesta semana pela Comissão de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em alusão ao Dia Mundial das Habilidades dos Jovens – celebrado na última sexta-feira (15).

O relatório “Recovering learning: Are children and youth on track in skills development?” (“Recuperando a aprendizagem: As crianças e os jovens estão no caminho certo no desenvolvimento de habilidades?”, disponível somente em inglês) apresenta análises sobre o desenvolvimento de habilidades na primeira infância e entre crianças em idade escolar primária e adolescentes e jovens. 

Os dados destacam os baixos níveis de habilidades entre crianças e jovens em todas as faixas etárias, sendo os jovens de países de baixa renda os menos propensos a ter as habilidades necessárias para prosperar, particularmente em futuras oportunidades de emprego, trabalho decente e empreendedorismo.

“Uma geração inspirada e qualificada de crianças e jovens é fundamental para a prosperidade, progressão e sucesso das sociedades e economias. No entanto, a maioria das crianças e jovens em todo o mundo foi reprovada por seus sistemas educacionais, deixando-os sem educação, sem inspiração e sem habilidades – a tempestade perfeita para a improdutividade”, disse o diretor global de Educação do UNICEF, Robert Jenkins. 

“O investimento em soluções comprovadas e econômicas para acelerar o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades para a geração de hoje e as gerações futuras é urgentemente necessário para enfrentar essa crise”.

Profundas disparidades  Com altas taxas de jovens fora da escola e baixa obtenção de habilidades de nível secundário, os países em todo o mundo estão enfrentando uma crise de habilidades, com a maioria dos jovens despreparada para participar da força de trabalho de hoje, observa o relatório.

As profundas disparidades nos países e entre aqueles das comunidades mais pobres estão aumentando as desigualdades. Em pelo menos um em cada três países de baixa renda com dados disponíveis, mais de 85% dos jovens estão atrasados na obtenção de habilidades de nível secundário, digitais e específicas para o trabalho, diz o relatório.

“Para dar aos jovens a melhor chance de ter sucesso e recuperar as perdas de aprendizagem devido à pandemia, precisamos apoiá-los de forma holística. Mas não podemos recuperar o que não medimos. Precisamos saber em que patamar as crianças e os jovens estão na construção da gama de habilidades de que precisam e monitorar seu progresso”, destacou a diretora-executiva da Comissão de Educação, Liesbet Steer. 

“É por isso que a Comissão de Educação, o UNICEF e parceiros têm trabalhado para resolver lacunas críticas de dados, incluindo o lançamento do World Skills Clock (Relógio Mundial de Habilidades) para ajudar a acompanhar o progresso e aumentar a conscientização sobre a aquisição de habilidades dos jovens em todo o mundo, a fim de que possamos direcionar ações urgentes para preparar esta geração para prosperar no futuro”.

Habilidades críticas  Dados de 77 países mostram que menos de três quartos das crianças de 3 a 5 anos estão no caminho certo em pelo menos três dos quatro domínios de alfabetização – numeramento, físico, socioemocional e aprendizagem. Com aproximadamente 10 anos de idade, a maioria das crianças em países de baixa e média renda não consegue ler e compreender um texto simples. Essas habilidades fundamentais são os blocos de construção para mais aprendizagem e desenvolvimento de habilidades, observa o relatório.

Alfabetização básica e numeramento; competências transferíveis, incluindo competências para a vida e competências socioemocionais; habilidades digitais, que permitem aos indivíduos usar e entender a tecnologia; habilidades específicas de trabalho, que apoiam a transição para a força de trabalho; e as habilidades empreendedoras são essenciais para que as crianças prosperem. Essas habilidades também são críticas para o desenvolvimento das sociedades e economias.

O UNICEF e a Comissão de Educação estão pedindo aos governos para que alcancem todas as crianças com educação de qualidade e derrubem as barreiras que as colocam em risco de desistência; avaliem os níveis de aprendizagem das crianças e forneçam aulas de recuperação personalizadas para aprimorá-las; priorizem habilidades fundamentais para construir uma base sólida para a aprendizagem ao longo da vida; e apoiem a saúde e o bem-estar psicossocial, fornecendo apoio holístico. O relatório destaca a necessidade de dados mais abrangentes sobre a lacuna de habilidades entre crianças e jovens em todas as faixas etárias.

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