Pernambuco usa aplicativo criado em MS para monitorar e combater doenças

09/05/2019 06h17


 
O e-Visita em ação no aparelho de telefone celular: informações em tempo real para as autoridades da saúde pública

O e-Visita em ação no aparelho de telefone celular: informações em tempo real para as autoridades da saúde pública

Com um aparelho de celular conectado à Internet na mão, o Agente de Combate a Endemias (ACE) bate palmas ou toca a campainha, e, ao adentrar o imóvel, registra no aaplicativo todas as condições encontradas, em substituição ao papel e caneta. Se necessário, tira fotos e no ambiente on-line, envia as informações para o Município e o Estado, que poderão acessá-las em tempo real e tomar decisões para, por exemplo, combater uma epidemia.

Tudo isso hoje é possível graças à utilização de uma tecnologia criada pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CETEC) da Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul, e que já é utilizada pela grande maioria dos municípios sul-mato-grossenses. A inovação deu tão certo que vem atraindo a atenção de outros Estados brasileiros, entre eles Pernambuco, que está implantando o sistema.

"O relatório que era feito de forma manual agora estará integralmente no ambiente on-line, com a possibilidade da criação de gráficos e tabelas. Agora, os agentes também poderão tirar fotos dos problemas encontrados e todos os dados poderão ser acessados em tempo real, agilizando a tomada de ações pelo município e pelo Estado. Isso será essencial para evitar a proliferação do mosquito da dengue e o adoecimento da população", afirma a gerente do Programa Estadual de Controle das Arboviroses da SES de Pernambuco, Claudenice Pontes.

Essa semana, o Programa foi ampliado naquele Estado. Na terça-feira (07.05), no Município de Salgueiro, a secretária executiva de Vigilância em Saúde, Luciana Albuquerque, fez a entrega dos celulares com acesso ao aplicativo para os agentes dos sete municípios da VII Gerência Regional de Saúde (Geres) - região com o maior percentual de aumento nas notificações de dengue, chikungunya e zika este ano.

Ao todo, serão 83 aparelhos, todos com acesso à internet. No final de abril, seis municípios do Agreste (Pesqueira, Sanharó, Alagoinha, Ibirajuba, Poção e Jurema) também foram contemplados, com 65 celulares. A expectativa é, até o final do ano, todos os municípios pernambucanos já estejam utilizando a tecnologia.

Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, o e-Visita foi criado e começou a ser implantado em 2016, e vem, gradativamente, conquistando a adesão dos municípios. O projeto atende atualmente 49 municípios, divididos em microrregiões com mais de mil agentes envolvidos (entre agentes de campo, supervisores e coordenadores).

Na microrregião de Jardim, utilizam o e-Visita os municípios de Jardim, Guia Lopes, Bela Vista, Caracol, Porto Murtinho, Bodoquena, Bonito); na Microrregião de Paranaíba, as cidades de Paranaíba, Cassilândia, Aparecida do Taboado); na Microrregião de Coxim, utilizam o aplicativo os agentes de Coxim, Rio Verde de Mato Grosso, Sonora, Pedro Gomes, Alcinópolis)

Os agentes que atuam na Microrregião de Aquidauana usam o projeto nas cidades de Aquidauana, Miranda, Dois Irmãos do Buriti, Anastácio, Nioaque; na Microrregião de Ponta-Porã, são os agentes de Ponta-Porã, Antônio João, Aral Moreira, Amambai, Coronel Sapucaia, Tacuru, Paranhos, Sete Quedas), além de Maracaju e Sidrolândia.

De acordo com o coordenador da CETEC da Secretaria de Estado de Saúde Marcos Espíndola, já houve treinamento para todos os Agentes de Combate a Endemias de Mato Grosso do Sul, estando em processo de implantação em 30 cidades: Bandeirantes, Figueirão, Iguatemi, Itaquiraí, Paraíso das Águas, Pedro Gomes, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Sete Quedas, Batayporã, Costa Rica, Terenos, Anastácio, Anaurilândia, Angélica, Campo Grande, Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Eldorado, Jateí, Ladário, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Rio Negro, Rochedo, Vicentina, Camapuã e São Gabriel do Oeste. No total, dois mil aparelhos celulares com o aplicativo serão distribuídos para os profissionais de campo até o final do projeto.


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