Esposa de líder de facção é flagrada com extratos bancários do tráfico

12/06/2018 14h50 - Por: Graziela Rezende, G1 MS


Polícia com preso da operação Paiol, em Campo Grande, MS (Foto: Osvaldo Nóbrega/TV Morena)
Polícia com preso da operação Paiol, em Campo Grande, MS (Foto: Osvaldo Nóbrega/TV Morena)

Uma mulher, identificada como esposa de um dos líderes do crime organizado, também responsável por explosão à agências bancárias e outros delitos, foi presa na manhã desta terça-feira (12), durante a operação Paiol. O material apreendido com ela pode ser a contabilidade de parte do tráfico de drogas em Campo Grande, conforme a polícia.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Waldir Ribeiro Acosta, a suspeita estava com extratos de intensa movimentação bancária. A mulher presta depoimento na delegacia. Outro flagrante ocorreu na casa de um homem de 25 anos. Ele estava com munição importada irregular. O terceiro alvo levou a polícia a casa de um agente penitenciário.

"As equipes de Campo Grande estiveram nos bairros Noroeste, União, Novos Estados e Bonanza, para cumprir sete mandados, sendo três de prisão e quatro de busca e apreensão. Nossa intenção é retirar de circulação armas, drogas, desarticular o crime e também diminuir o indíce de crimes como roubo, latrocínio e homicídios", afirmou ao G1 o comandante.

Operação

Com apoio do Batalhão de Choque (BpChoque); Batalhão de Operações Especiais (Bope), ambos da Polícia Militar, e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os policiais cumpriram mandados na capital sul-mato-grossense e também interior do estado.

De acordo com o Gaeco, o objetivo da operação Paiol é cumprir 27 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, todos contra pessoas suspeitas de envolvimento com tráfico de armas, de drogas, roubos e lavagem de dinheiro.

As investigações começaram em junho de 2017. Desde então, sete pessoas foram presas por tráfico e porte de arma de fogo de uso proibido. Também em um ano foram apreendidos 300 gramas de skank, 343 munições e cinco armas, entre elas uma submetralhadora calibre 9 milímetros e um fuzil.

Ainda conforme o Gaeco, os suspeitos eram responsável por adquirir armas de fogo, guardá-las, comercializá-las e emprestá-las a integrantes para crimes. O nome da operação refere-se ao nome que os suspeitos davam para referirem-se ao local onde são armazenadas as armas deles.


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