Governo do Estado suspende recurso da saúde para Dourados atender a região

12/03/2018 14h43 - Por: Da redação


 
Taxa de ocupação de leitos no Hospital da Vida é grande Taxa de ocupação de leitos no Hospital da Vida é grande

Moradores de pelo menos 34 cidades dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul encontram em Dourados o suporte necessário para resolver as demandas locais que possuem quando o assunto é cuidar da saúde. E todas as despesas têm sido custeadas pelos cofres da Prefeitura de Dourados.

A Fundação de Saúde do Município, responsável pelo custeio do Hospital da Vida e da UPA, recebia, até dezembro de 2016, a título de Regionalização, um aporte mensal da ordem de R$ 567 mil, para cobrir parte dos custos com o atendimento que Dourados oferece aos pacientes do entorno regional.

Desde janeiro do ano passado esse repasse foi suspenso, mas nem por isso os serviços deixaram de ser realizados. "Somos referência na Alta Complexidade, com resultados acima da média na ortopedia e da neurocirurgia, por exemplo, no Hospital da Vida e na pediatria da UPA, que hoje concentra a maior parte dos atendimentos da cidade, mas, é preciso rever o modelo de custeio", disse o secretário de saúde municipal, Renato Vidigal, por meio de sua assessoria. A Fundação precisaria de um incremento na receita estimado em R$ 1 milhão/mês para equilibrar a situação.

Esse amparo é possível porque profissionais e auxiliares que escolheram essa atividade respondem, mensalmente, em média, pelos mais de 2.300 atendimentos ambulatoriais e em torno de 530 internações no Hospital da Vida, e nos 40 mil procedimentos realizados pela UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em um único mês [dezembro de 2017, número que atingiu 51 mil atendimentos no mês anterior], refletindo a responsabilidade assumida.

Superlotação

A taxa de ocupação dos 112 leitos existentes no Hospital da Vida chega a 110% ["daí a necessidade de macas no corredor", justifica o gerente da unidade, enfermeiro Valdecir Santana] e a rotatividade no pronto-socorro, por exemplo, é de 18 até 24 pacientes por dia nos seis leitos disponíveis. 36% do público acolhido na unidade são provenientes dos municípios vizinhos, beneficiados com as 180 vagas zero exigidas pela pactuação atual, que é quando o paciente é acometido de uma gravidade e a cidade de origem não possui a estrutura necessária para o atendimento.

Na administração atual, inclusive, o Hospital da Vida oferece atendimento de Serviço Social diariamente, além de dispor de equipes qualificadas na enfermaria, fisioterapia, nutrição e psicologia. Programa de segurança do paciente e uma comissão de curativos atendem, ainda, às recomendações do Ministério da Saúde. "Nossos números diários já fazem parte da estatística do Ministério, e foram reconhecidos publicamente pelo ministro Ricardo Barros quando visitou o Estado no ano passado", recorda o secretário Vidigal.

O diretor técnico da UPA, Everton Basílio Pacco Mendes, cita um dado que mostra o diferencial da Unidade de Dourados. Classificada como Porte 3, de janeiro a dezembro do ano passado a UPA realizou mais de 60 mil exames laboratoriais; até agosto deste ano foram mais de 13.300 avaliações por raios-x. Projetada para cumprir a meta de 5.000 mil atendimentos/mês, ofereceu 51 mil procedimentos em novembro do ano passado e 40 mil em dezembro e, neste ano, mantém a média de 5.200 a 6.500 em procedimentos laboratoriais.


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