IBGE aponta crescimento da desocupação no trabalho no MS

17/05/2019 06h38 - Por: Elvio Lopes


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem os resultados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (PNAD), que apontou o crescimento da taxa de desocupação em Mato Grosso do Sul, que chegou a 135 mil pessoas desocupadas, ou seja, 9,5% do total de pessoas trabalhando, de acordo com levantamento do primeiro trimestre deste ano, correspondente aos meses de janeiro a março.

Segundo a Supervisão de Disseminação de Informações do IBGE em Campo Grande (SDI/UE/MS), os números apresentados consideram as variações estaticamente significativas e aponta que esta foi a segunda maior variação no País, junto com Goiás, com 2,5 pontos percentuais. Mesmo com o crescimento dos índices, MS tem a 6ª menor taxa de desocupação do país. Porém, em relação ao mesmo trimestre de 2018, a taxa se manteve estável, com aumento de um ponto percentual.

No Brasil, em 14 das 27 unidades da federação, a taxa cresceu em relação ao trimestre anterior. Nos demais estados houve estabilidade e a maior variação foi registada no Acre com 4,9 pontos percentuais.

O nível de ocupação em MS foi de 60,1%, queda de 1,9% em relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro), e manteve estabilidade em relação ao mesmo trimestre de 2018 com a diferença de -0,2%.

Também no estado, no 1º trimestre de 2019, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 18,5%, o que representa 279 mil pessoas.

Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%) e Bahia (40,4%) apresentaram as maiores taxas, e as menores foram em Santa Catarina (12,1%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Mato Grosso (16,5%).

O contingente de desalentados no 1º trimestre de 2019 foi de 38 mil pessoas de 14 anos ou mais. Já o percentual de pessoas desalentadas na população na força de trabalho ampliada foi de 2,5% e se manteve estável com o trimestre anterior e com o mesmo trimestre de 2018.

Conforme os dados do IBGE, no setor privado do estado, são 608 mil trabalhadores, sendo que deste total, 464 mil (76,3%) dos empregados tinham carteira de trabalho assinada e 144 mil não tinham carteira assinada (23,7%). Estes percentuais se mantiveram estáveis em relação ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre de 2018.

Em relação ao tempo de procura, no estado, 23,9% dos desocupados estavam há menos de um mês em busca de trabalho; 51,5%, de um mês a um ano; 9%, de um ano a dois anos e 15,6% há dois anos ou mais. Em MS, no 1º trimestre de 2019, o rendimento médio real habitual (de todos os trabalhos) das pessoas ocupadas, foi estimado em R$ 2.367. Este resultado apresentou estabilidade tanto, em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$2.297), quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.251), apontou a pesquisa.


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