Jornalistas do O Progresso e DouradosAgora são premiadas pelo TJMS

O I Prêmio de Jornalismo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), agraciou, na noite da última sexta-feira (30), 12 profissionais que atuam em veículos de comunicação no Estado e se coloca como um incentivo ao jornalismo de continuar atuando em defesa da sociedade

03/12/2018 06h36 - Elvio Lopes - reportagem e imagens


O I Prêmio de Jornalismo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), agraciou, na noite da última sexta-feira (30), 12 profissionais que atuam em veículos de comunicação no Estado e se coloca como um incentivo ao jornalismo de continuar atuando em defesa da sociedade. O tema do prêmio foi ComunicAção pela Igualdade de Gênero e teve como objetivo convocar os profissionais da comunicação, que têm responsabilidade na construção do pensamento e opinião da população contribuindo para uma sociedade mais justa, mais humana e livre da violência contra as mulheres.

A juíza Jaqueline Machdo, idealizadora do prêmio e coordenadora Estadual da Mulher, representou o TJMS na entrega dos prêmios e destacou que a noite de premiação é uma forma de contribuir com o jornalismo pelo enfoque à cultura da igualdade entre homens e mulheres, lamentou que o MS é o 6º Estado com o maior número de feminicídio no País e destacou que não é mais possível conviver com esse tipo de violência e que cabe à imprensa a responsabilidade pelo enfrentamento e combate a todas as formas de agressões às mulheres.

Ela também ressaltou que hoje existem várias entidades que atuam nesse sentido e que trabalham com a mídia para concretizar o enfrentamento, elaborando a notícia por outra forma, não a de que o homem é proprietário da mulher. A juíza também lembrou que a Coordenadoria da Mulher no TJMS foi criada pelo desembargador Ruy Celso Barbosa Florence, seu primeiro coordenador e agradeceu a participação de todos pela participação no prêmio.

A jornalista Marisa Yoshie Sanematsu, editora da Agência Patrícia Galvão e do Portal Compromisso, representou os jurados do prêmio na solenidade e fez uma retrospectiva de como a imprensa tratava os casos de violência contra a mulher no passado, contando a história da morte da modelo Ângela Diniz, assassinada pelo amante, Doca Street, na década de 70 e leu um artigo do jornalista Carlos Heitor Cony sobre o crime, em que a notícia dessa natureza era tratada com complacência pelos órgãos de imprensa. "Felizmente, hoje está mudado e vocês, que participaram deste prêmio, mostraram que estão no caminho correto da informação com ética e responsabilidade", afirmou.

VENCEDORES

Na categoria Jornalismo Impresso, o primeiro lugar foi conquistado pela jornalista Fernanda Letícia Silvino Palheta, com o título "A Cada 10 Eleitos, Apenas Um é Mulher" e, em segundo, a jornalista de O PROGRESSO, Valéria Araújo, com a matéria Medidas Protetivas Ajudam Quase 5 Mil Vítimas de Violência Doméstica no MS.

Na categoria Telejornalismo, primeiro prêmio foi conquistado pela jornalista Maureen Matiello, da TV Morena, com a reportagem Curso para Homens que Cumprem Medidas Protetivas e o segundo lugar para Claudia Gaigher Bucker, também da TV Morena, com a reportagem Mudança na Lei Maria da Pena Garante Mais Segurança para Mulheres Vítimas de Violência.

Em Radiojornalismo, a vencedora foi Natália Moraes dos Santos, com e reportagem Mulheres Indígenas e o segundo lugar para Lucas Mamédio do Nascimento Neto, com a reportagem Mulher Indígena Sofre Com Violência Doméstica no MS e, na categoria Fotojornalismo, o vencedor foi Francisco Carlos Moreira, com a foto A Rosa É o Martelo e segundo lugar para Marco Aurélio Miatelo Prado, com a foto Cicatrizes de Uma História Mal Escrita.

Em Jornalismo On-line, o primeiro lugar foi para Valdelice Bonifácio, com a reportagem A Volta PorCima das Vítimas de Violência e, em segundo lugar, a jornalista do portal DouradosAgora, Maria Cristina de Avelar Nunes, com a matéria Mulheres de MS Estão Entre Maiores Vítimas da Violência de Gênero do Brasil e, na categoria Universitário, o primeiro prêmio foi para João Victor Ramos Estadulho e o segundo lugar para Jhayne Geovana Santos Lima.

Também participaram da premiação o juiz colaborador da Coordenadoria da Mulher do TJMS, Jessé Cruciol Júnior; o jornalista Carlos Alberto Kiuntzel, diretor da Secretaria de Comunicação do TJMS e a jornalista Sissy Hiraga Cambuim, da Assessoria de Comunicação da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso (OAB/MT).



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