Operação desarticula Central criada por PCC para matar servidores em MS

Central de Inteligência do PCC foi montada no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande e na PED (Penintenciária Estadual de Dourados)

20/03/2019 07h39 - Por: Dourados Agora


A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, através da Delegacia Especilizada de Combate ao Crime Organizado - DECO, desencadeou logo no início da manhã desta quarta-feira (20) junto ao estabelecimento de Segurança Máxima de Campo Grande, a Operação Impetus que desarticulou uma central de inteligência do PCC (Primeiro Comando da Capital) montada no Presidio de Segurança Máxima da Capital e na PED (Penintenciária Estadual de Dourados), que já tinha como alvos certos para execução, 12 servidores da segurança pública do Estado.

A Central de inteligência do PCC foi montada de forma compartimentada e reservada dentro da própria facção criminosa, onde presos com funções de liderança criminosa recrutaram internos integrantes do PCC distribuidos entre os sistemas fechado, aberto e semi aberto, bem como, alguns simpatizantes, repassando-lhes a missão, chamada por referidos de salve do quadro, para que levantassem de forma sigilosa os mais diversos dados pessoais e profissionais em torno de servidores de segurança publica para que pudessem atentar contra a vida de referidos de forma eficaz e certeira, afrontando assim o Estado e suas forças de segurança pública e com objetivo de fortalecer a fação criminosa.

A investigação especializada desenvolvida pela equipe policial da DECO, nos últimos quatro meses, constatou que referida Central de Inteligência do Crime Organizado foi montada especificamente para levantamentos de dados dos mais variados que levassem a identificação e localização exata de servidores de segurança pública, apurando-se então que os presos encarregados pela inteligência do PCC utilizavam-se de técnicas avançadas e atuais, com pesquisas aprofundadas em diversas fontes, dentre elas, redes sociais (utilizando-se de facebook, instagram, twitter, snapchat, bem como, fontes oficiais, dentre elas, cadastros de dados publicados em paginas oficiais nos mais diversos órgãos públicos e inclusive, junto as publicações funcionais elencadas em diários oficiais, desde dados funcionais, qualificação completa, escalas de serviço, remoções e até mesmo promoções funcionais, quando então, os integrantes encarcerados repassavam de forma sigilosa e reservada os dados produzidos para integrantes que encontram-se evadidos e/ou em liberdade condicional a missão de continuar com os levamentos de campo desenvolvidos a partir do que haviam levantado nas mais diversas fontes.

Esses internos escalados extra muros passavam a acompanhar, inclusive com fotos e vídeos, os sevidores de segurança pública marcados como alvos, juntamente com familiares, parentes, amigos colegas de profissão, acompanhando minuciosamente a rotina diária, locais frequentados, residencias, veiculos utilizados, trajetos de deslocamentos e horários vulneráveis.

Após o monitoramento dessa engenharia criminosa durante esses quatro meses de investigação a cargo da DECO, a ação criminosa foi neutralizada no dia de hoje em torno dos internos responsaveis pela Central do PCC, visto que foi possivel visualizar que no ultimo mês, as ordens para a INTELIGENCIA DO PCC se intensificaram, demonstrando levantamentos cada vez mais audaciosos em torno de servidores de segurança públlica por parte dos internos encarregados da missão secreta e reservada, sendo possivel afirmar que a ação criminosa orquestrada se daria nos proximos dias, tendo como alvo certo, 12 servidores de segurança pública identificados e que seriam potenciais vítimas do crime organizado exclusivamente pela função que exercem junto a segurança pública e tratados pelo PCC como "opressores da irmandade".

Ação criminosa semelhante a desarticulada pela DECO na data de hoje já havia sido instalada em outros Estados, resultando na execução e morte de três servidores de presídios federais, onde a mesma facção criminosa hoje reprimida no Estado do MS, se utilizou de Central de Inteligência, com contratação inclusive de detetive particular para acompanhamento da rotina dos servidores públicos.

A investigação também já materializou que a referida Central no estado do MS estava a cargo de 20 presos do sistema penitenciario estadual, integrantes da facção, sendo que as ordens estavam sendo emanadas de forma compartimentada a ponto dos integrantes encarregados dos levantamentos em torno dos sevidores não terem acesso as missões dos outros grupos de levantamentos a cargo do crime organizado, apurando-se ainda que toda a ação criminosa nos moldes da que vinha sendo executada foi toda orquestrada de forma dissimulada pelas consideradas mais altas lideranças do PCC no MS e que optaram por agir através da central visando evitar repressão aos mesmos, caso fossem descobertos e o crime desarticulado, tentando interromper ou prorrogar possiveis transferencias para estabecimentos prisionais com regime disciplinar diferenciado.

Foram escoltados para a sede da DECO os presos Augusto M. R , Laudemir C. S, Willyan L. F, custodiados no presidio de segurança máxima de CG e ainda Diego D L N e Wantensir S. N que vieram remanejados da PED de Dourados, todos com função de liderança e responsáveis pela Central DO PCC, os quais serão interrogados e indiciados pelo crime de ameaça e organização criminosa em inquerito policial da DECO que resultou na "Operação Impetus" , que tem por significado, contra ataque.


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