Sanesul diz que investimentos em tecnologias garantem qualidade da água

18/04/2019 07h10 - Por: Flávio Verão


 
Sanesul diz que levantamento de pesquisa que aponta agrotóxico na água é superficial Sanesul diz que levantamento de pesquisa que aponta agrotóxico na água é superficial

A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul, Sanesul, responsável por levar água para a torneira de moradores de 128 cidades e distritos de Mato Grosso do Sul, diz que tem investido em tecnologias inovadoras, produtos, equipamentos e em testes diários que asseguram a qualidade da água distribuída para a população.

Conforme noticiado o Dourados Agora, dados do Ministério da Saúde obtidos e tratados em investigação conjunta da Repórter Brasil, Agência Pública e a organização suíça Public Eye, divulgados na segunda-feira, revela que, um coquetel que mistura diferentes agrotóxicos foi encontrado na água de 1 em cada 4 cidades do Brasil entre 2014 e 2017. A pesquisa foi feita em Mato Grosso do Sul e praticamente 100% dos 77 municípios de MS apresentaram, conforme o levantamento, coquetel de 27 agrotóxicos na água, capazes de provocar o câncer e inúmeros malefícios à saúde.

Mas, conforme a Sanesul, a Companhia mantém os padrões de qualidade exigidos pela legislação brasileira que determina os parâmetros da potabilidade da água utilizada para abastecimento público e monitora com rigor, a captação, tratamento e distribuição de toda a água que fornece diariamente a seus clientes.

A Empresa possui um laboratório Central onde processa as análises de maior complexidade e 10 Laboratórios Regionais onde são realizadas as análises de maior frequência.

Para controle dos padrões de potabilidade da água, a Sanesul diz que mantém além do laboratório central, localizado na capital outras dez regionais instaladas nas cidades de Aquidauana, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Nessas localidades são processadas mensalmente, conforme a empresa, mais de 8 mil análises microbiológicas e físico químicas, que asseguram a manutenção dos padrões estabelecidos pela legislação. Além disso, em cada uma das localidades são realizadas analises de controle operacional.

A Sanesul ressalta ainda que em nenhuma das análises realizadas em seus laboratórios, fora detectado qualquer vestígio de resíduos químicos ou grau de contaminação que pudesse superar o Valor Máximo Permitido (VMP) pela Portaria de Consolidação 5, anexo XX, do Ministério da Saúde. A empresa informa que dispõe de um link na internet para a população conferir os resusltados. ( Acesse aqui )

A Sanesul considera que as reportagens veiculadas na mídia utilizaram informações do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), que traz elementos superficiais. "O estudo como se sabe é amplo, complexo e exige avaliações mais aprofundadas e criteriosas por parte de todos os envolvidos e interessados", informou em nota a Sanesul.

O levantamento

O levantamento da pequisa questionado pela Sanesu dis que, do total de 27 agrotóxicos encontrados nas águas, 16 são classificados pela Anvisa como extremamente ou altamente tóxicos e 11 estão associados ao desenvolvimento de doenças crônicas como câncer, malformação fetal, disfunções hormonais e reprodutivas.

Os 11 agrotóxicos encontrados na maioria das águas e associados a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos so os seguintes: Alaclor, Atrazina, Carbendazim, Clordano, DDT + DDD + DDE, Diuron, Glifosato, Lindano, Mancozebe, Permetrina, Trifluralina.


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