Golpe do Consórcio já fez 13 vítimas em MS, diz polícia

Até a semana passada foram presas quatro pessoas em flagrante. Um está foragido e com prisão preventiva decretada. Eles atuavam em três estados

25/09/2018 06h35 - DouradosAgora com G1


Pelo menos 13 pessoas foram vítimas da quadrilha, presa na semana passada, que aplicava o Golpe do Consórcio em Mato Grosso do Sul. Uma pessoa envolvida no crime está foragida, mas tem prisão preventiva decretada. Por enquanto foram presas quatro pessoas em flagrante, na Capital.

Segundo a delegada Cláudia Gerei, responsável pelas investigações, ontem duas pessoas haviam registrado boletim de ocorrência e outras duas entraram em contato, dizendo que iriam comparecer na delegacia para falar mais detalhes do golpe. Todas relatam o mesmo "modus operandi" e prejuízo em torno de R$ 7,5 mil cada uma", afirmou a delegada.

Conforme a delegada, o inquérito deve ser concluído na próxima quarta-feira, quando finaliza o prazo do flagrante. "Nós agora vamos instaurar outros inquéritos em separado, para apurar a denúncia de outras vítimas que apareceram e que ainda podem aparecer. O primeiro é referente a 9 vítimas. Os suspeitos permanecem presos", ressaltou Gerei.

Conforme a polícia, no município de Franca (SP), que é cidade de origem dos golpistas, o número de vítimas passa a 100. "No caso de Curitiba e Ponta Grossa, onde temos informações de possíveis vítimas, nós vamos encaminhar cópia do inquérito, para que o crime seja apurado lá também", disse a delegada.

O prejuízo inicial, somente de 10 contratos apreendidos, foi de R$ 350 mil. O prejuizo estimado pode chegar a R$ 500 mil, nos três estados

Prisão A quadrilha suspeita de aplicar Golpes de Consórcio foi presa na noite de segunda-feira e madrugada de terça-feira passada em Campo Grande. Atuava em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

A "isca" para as vítimas era clara: promessa de uma carta de crédito, com os juros mais baixos possíveis do mercado e entrada parcelada. Ao pesquisar na internet e chegar até o site, as pessoas recebiam estas informações e mais detalhes somente por WhatsApp. Em seguida, era marcado o encontro, no qual os golpistas chegavam de terno, um veiculo Camaro e em um dos prédios mais renomados da cidade, localizado na Avenida Afonso Pena. (Com informações do G1)


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