Possível cura de um homem vivendo com HIV inspira trabalho do UNAIDS

07/03/2019 13h00 - Por ONU


 
Foto: Robert Simpson/Flickr/CC Foto: Robert Simpson/Flickr/CC

Especialistas do University College London e Imperial College London anunciaram nesta semana que trataram um avançado linfoma de Hodgkin em 2016 usando transplantes de células-tronco de um doador que carregava uma mutação genética rara.

Os pesquisadores relatam que o HIV se manteve indetectável no homem desde que ele parou de tomar os medicamentos antirretrovirais, há 18 meses.

Em nota, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) comemorou o anúncio.

"O UNAIDS recebeu com muito ânimo a notícia de que um homem vivendo com HIV foi funcionalmente curado do vírus HIV.

Encontrar uma cura para o HIV é definitivamente o maior sonho", disse Michel Sidibé, diretor-executivo da agência das Nações Unidas.

"Embora este avanço seja complicado e muito trabalho ainda seja necessário, isso nos dá uma grande esperança para o futuro, de que podemos acabar com a AIDS com a ciência, por meio de uma vacina ou de uma cura.

No entanto, também demonstra como estamos longe desse ponto e a absoluta importância de continuar a concentrar os esforços na prevenção e no tratamento do HIV", acrescentou.

Os transplantes de células-tronco são procedimentos altamente complexos, intensivos e caros, com efeitos colaterais substanciais, e não são uma maneira viável de tratar um grande número de pessoas que vivem com o HIV.

No entanto, informam o UNAIDS, os resultados oferecem um maior conhecimento para os pesquisadores que trabalham com estratégias de cura do HIV e destacam a importância contínua de investir em pesquisa científica e inovação.

O resultado, divulgado na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI, na sigla em inglês), em Seattle, Estados Unidos, é um dos dois únicos casos de cura funcional para o HIV já registrados.

O primeiro foi o caso do paciente de Berlim, Timothy Ray Brown, que recebeu tratamento semelhante para câncer em 2007.

Atualmente não há cura para o HIV. O UNAIDS trabalha para garantir que todas as pessoas vivendo com HIV e afetadas pelo vírus tenham acesso a serviços de prevenção, tratamento, e apoio ao HIV capazes de salvar vidas.

Em 2017, haviam 36,9 milhões de pessoas vivendo com HIV e 1,8 milhão de novas infecções por HIV. No mesmo ano, quase 1 milhão de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS e 21,7 milhões de pessoas tiveram acesso ao tratamento.


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