Questionário aplicado em escolas identificará casos de gravidez entre estudantes

14/03/2019 07h04 - Por Blog da Saúde


 
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O Ministério da Saúde vai conseguir acompanhar melhor os casos de gravidez em adolescentes que ainda estejam estudando.

Este ano, junto com o EducaCENSO 2019, há um questionário que deve ser respondido por diretores, vice-diretores, coordenadores pedagógicos ou por outro gestor da educação.

Este levantamento é inédito tem como objetivo direcionar e acompanhar ações de saúde referente ao cuidado e a prevenção da gravidez em adolescentes.

As informações serão sobre meninas grávidas de 10 e 19 anos, que estudam em escolas públicas e privadas.

Como é o caso da jovem Thais Santos, de 17 anos, que cursa o último ano do Ensino Médio. Grávida de 10 semanas, ela conta que a gestação é de um relacionamento sério, porém não planejada. Apesar disso, ela está tranquila.

"No começo eu fiquei bem nervosa com a ideia. Mas, agora estou reagindo bem. Não achei que isso fez alguma diferença na escola", avalia.

O bebê da Thais deve nascer entre agosto e setembro, portanto antes do fim do ano letivo. Todavia, ela não pensa em perder o ano e pretende se formar mesmo assim.

"Estou pensando em levar a licença e pegar algumas matérias para estudar em casa. Ir levando".

A jovem explica que os professores devem passar trabalhos extras e aplicar as provas de forma especial para ela.

O questionário

Os gestores da educação vão ajudar as políticas de saúde voltadas a este público respondendo, por exemplo, quantas meninas tiveram o diagnóstico gestacional e se houve interrupção da gravidez durante o ano de 2018.

Assim, os Ministérios da Saúde e Educação saberão onde é preciso atuar mais fortemente. A meta das duas pastas é reduzir as vulnerabilidades que comprometem o desenvolvimento de crianças e adolescentes na trajetória escolar.

Este questionário precisa ser entregue até o dia 15 de abril ao Instituo de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

No Brasil, embora dados apontem tendência de queda, a taxa de gravidez na adolescência (58,7/1000) está acima da média das Américas (48,6/1000).

Dados do (SINASC) apontam que entre os anos de 2000 a 2016, o número de casos de gravidez na adolescência (10 a 19 anos) teve queda de 33% no Brasil, saindo de 750.537 nascimentos e indo para 501.385 nascimentos.

Dados preliminares do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc) apontam o nascimento de 480 mil bebês, em 2017, e de 394 mil, em 2018, cujo as mães têm entre 10 e 19 anos


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