Cesta básica aumenta mais de 12% em Dourados e custa quase 40% do salário mínimo

Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, em Dourados, 6 apresentaram um aumento de preços no mês de Outubro, repetindo o que aconteceu no mês de Setembro enquanto à quantidade de produtos se refere

12/11/2018 08h04 - DouradosAgora


 
O produto que teve a maior elevação do mês foi o tomate,este produto mais do que dobrou de preços com 123,94% O produto que teve a maior elevação do mês foi o tomate,este produto mais do que dobrou de preços com 123,94%

O valor da Cesta Básica do mês de Outubro/2018 comparado com o mês de Setembro/2018 apresentou uma forte elevaçãoque chegou a12,23%em Dourados, é o que constata a pesquisa realizada pelos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) realizada na última semana de Outubro e primeira semana de Novembro, sob a coordenação do professor Enrique Duarte Romero

Os produtos que compõem a Cesta Básica conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de acordo com a Lei Nº 399 que estabelece o salário mínimo são: (Açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão-francês e tomate).

Segundo informações repassadas ao DouradosAgora, os preços da cesta básica de Setembro/2018 com estes produtos ficaram em R$ 338,65 o que significa 35,50% do Salário mínimo que foi de R$ 954,00. E no mês de Outubro/2018, o trabalhador douradense, teve que destinar uma quantiabem superior a isso para a compra dos produtos componentes da cesta básica que foi de R$ 380,06 , equivale a 39,84% do salário mínimo vigente.

Em nível nacional, no mês de outubro, Florianópolis registrou o maior preço da cesta básica que foi de R$ 450,35, pela segunda vez consecutiva; já a capital do Rio Grande do Sul, PortoAlegre, foi a segunda capital mais cara com R$ 449,89. E a terceira capital onde a cesta esteve mais elevada foi em Rio de Janeiro com R$ 443,69.

Os menores preços médios no mês de Outubro foram verificados em Salvador (Bahia) com R$ 331,02. Destaca-se que, após dois anos consecutivos, a capital baiana perdeu o lugar de Cesta mais barata do país. Em Recife (Pernambuco) R$ 330,20 e, com o menor preço da Cesta Básica do país no mesmo mês foi registrada na capital potiguar, Natal, com R$ 329,90. Os menores preços foram praticados nas capitais da Região Nordeste do país. No mês de Outubro/2018, os preços da cesta básica aumentaram em 16 capitais estaduais do país das 18 realizadas, é o que registra a pesquisa feita pelo DIEESE.

Se comparado com a capital do Estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, o preço da Cesta no mês de Outubro foi de R$ 396,80,77, portanto, maior que a de Dourados. Desta vez, a Cesta Básica douradense foi superior aos preços praticados em nove capitais estaduais brasileiras das dezoito que o Dieese verifica; estas capitais foram Belo Horizonte, Belém, Goiânia, Aracajú, João Pessoa,São Luís, Salvador, Recife e Natal.

A partir da Constituição Federal de 1988 o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220 horas mensais, com isso, no mês de Setembro/2018, um trabalhador douradense para pagar a cesta básica tinha de trabalhar 78 horas e 06 minutos.

Já no mês de Outubro/2018, este mesmo trabalhador precisou de um tempo muito superior para comprar alimentos que foi de 87 horas e 38 minutos, isto representou umaperda de9 horas e 32 minutos de um mês a outro do poder de compra do salário. Essaperda ocorreu devido aoaumento muito forte dos preços da Cesta Básica em Dourados no mês de Outubro.

Conforme a pesquisa, que o DouradosAgora obteve acesso, dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, em Dourados, 6 apresentaram um aumento de preços no mês de Outubro, repetindo o que aconteceu no mês de Setembro enquanto à quantidade de produtos se refere. O produto que teve a maior elevação do mês foi o tomate ,este produto mais do que dobrou de preços com 123,94%.

Os outros produtos que aumentaram de preços foram: a batata com 50,92%, ambos produtos também tiveram forte elevação de preços em todo o país. A manteiga com uma elevação de 9,72% do seu preço; pão-francês 7,61; arroz com 4,82% e, pelo segundo mês seguido, a carne com 2,23% de elevação do seu preço. Um dos aspectos preocupantes que aconteceu no mês de Outubro foi a elevação de preços dos produtos que têm maiores pesos na composição da Cesta que é o caso da Carne, do pão-francês e do tomate; só estes três produtos representam 70% da Cesta Básica e isso repercutiu na sua forte elevação.

E os produtos que diminuíram de preços no mês de Outubro, foram: abanana com 11,99%; a farinha de trigo com 4,18%, o açúcar com 1,58% de queda pelo segundo mês consecutivo, assim como óleo de sojaque diminuiu de preços em 1,54%. Os outros produtos cujos preços caíram levemente no mês de Outubro foram o feijão com 0,71%; café com os mesmo 0,71% de queda.Eo leite fechou sem nenhuma variação no mês de outubro se compararmos com o mês de Setembro.

Com o aumento dos preços dos produtos da Cesta Básica no mês de Outubro, enfatizamos a nossa sugestão aos consumidores douradenses de que vale a pena a pesquisa nos diversos supermercados. Apresentamos a diferença de preços entre o supermercado que praticou o preço mais elevado que chegou a R$ 400,51 e o menor com R$ 347,87 com os mesmos produtos; isto representa uma diferença de R$ 52,64, ou seja, 15,13% menor, um ganho que consideramos compensa o sacrifício de percorrer vários estabelecimentos. Outra sugestão que fazemos é a de verificar também os levantamentos realizados pelo Procon do nosso município, porque o método adotado por esta instituição é a de comparar os preços praticados por cada estabelecimento e dar a publicidade esta pesquisa identificando cada Supermercado com os mesmos produtos.

Conforme o Dieese, e levando em consideração a determinação da Constituição Nacional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas do trabalhador brasileiro e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Dessa maneira, em Setembro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$3.658,39, isso significa 3,83 vezes mais do que o mínimo vigente que é de R$ 954,00. E em Outubro/2018, o salário mínimo necessário estava em 3.783,39 isto representa 3,97 vezes do salário praticado naquele mês. Isso significa que no mês de Outubro/2018, o trabalhador brasileiro teve uma perda se comparado com o mês de Setembro/2018.



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