Palestras debatem a reforma previdenciária em Dourados

15/04/2019 06h30 - Por: Da redação


Duas oportunidades para conhecer e debater todas as mudanças que a reforma da previdência trará para os trabalhadores dos regimes próprio e geral. Nesta terça e quarta-feira, as especialistas em direito previdenciário Priscila Arraes Reino, coordenadora adjunta do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário para o Mato Grosso do Sul e Carolina Centeno de Souza, membro do IBDP, se encontram com plateias de Dourados. Na cidade, participam de uma das mesas da 4ª Conferência Nacional de Formação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do painel de debates do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (ADUEMS).

Na terça-feira, dia 16 de abril, dirigentes sindicais, lideranças de movimentos sociais e base dos sindicatos da região de Dourados estarão reunidos no SIMTED. Priscila e Carolina falam sobre "A reforma da Previdência e os desafios para a formação sindical e para o movimento sindical", das 14h30 às 15h45, seguida de debate. Já na quarta-feira, 17 de abril, é a vez da população, estudantes e professores da UEMS se unirem em um grande encontro para discutir o futuro da aposentadoria dos brasileiros. Priscila Arraes Reino, que também é especialista em direito do trabalho e Carolina Centeno de Souza, também especializada em direito sindical, realizam o painel "Reforma da Previdência: o que muda na aposentadoria dos trabalhadores da iniciativa pública e privada". A economista e supervisora técnica do Escritório Regional do DIEESE em Mato Grosso do Sul, Andreia Ferreira participa do evento, que acontece no auditório bloco A da UEMS.

Priscila Arraes Reino integra a mobilização do IBDP, que acontece em todo o país. "O Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário tem como missão contribuir para democratizar a discussão sobre a reforma da previdência e colaborar com a definição de um bom texto, traçando caminhos para uma previdência socialmente justa, solidária e capaz de contribuir para o desenvolvimento do Brasil", esclarece Priscila. Em suas palestras, Carolina Centeno de Souza explica de que maneira "todo o sistema de regimes próprios se aproxima das regras do regime geral, exceto as regras aplicáveis aos políticos e militares." Na educação, por exemplo, professores e professoras precisarão trabalhar até 60 anos e contribuir por 30 anos para que possam se aposentar, com benefícios menores.

Em comum, as especialistas utilizam uma linguagem acessível a todos os públicos, facilitando a compreensão e os impactos das regras que estão sendo propostas pelo governo e abrem espaço para que as pessoas possam esclarecer suas dúvidas. "A gente entende que esse é um momento importante para a sociedade. O modelo que conhecemos da previdência praticamente desaparece, dando lugar a outro totalmente novo, com menos direitos e mais sacrifício", diz Priscila, que acaba de representar Mato Grosso do Sul em uma audiência pública em Cuiabá (MT). "Tem sido muito gratificante ver a mobilização nas cidades por onde passamos e também nos encontros em Campo Grande. A presença maciça dos trabalhadores, sejam do regime próprio ou do regime geral, confirma a necessidade que as pessoas têm de conhecer e se posicionar diante de um tema tão sério, como é a reforma da previdência," conclui Carolina Centeno.


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