No Livro A Máfia do Paletó, do Jornalista Eleandro Passaia, nada do que vi me causou estranheza conhecendo o sistema sei que em raríssimas exceções as contratações de Serviços Públicos são feitas de forma diferente.

As documentações exigidas deveriam ser padrão e uniformizadas no país inteiro, objetivando justamente a participação do maior número de concorrentes participem e assim o órgão licitante pode obter preços mais vantajosos essa é a finalidade da licitação.

Os Tribunais de Contas ou de “Faz de Contas” sempre foram uma farsa, verdadeiros desaguadouros de políticos em final de carreira indicados por chefes de executivos com o único objetivo de fazer vista grossa as falcatruas dos gestores da coisa pública, tanto do executivo, como do legislativo.

Os Conselheiros dos Tribunais de Contas nunca encontram irregularidades dessas falcatruas nos contratos e se descobrem fazem vista grossa, isso significa que são incompetentes ou coniventes, como denunciou o Jornalista Passaia em seu livro nas pág. 72/73.

Não tenho nada pessoal contra quem compõe a “corte”, mas tenho como qualquer cidadão comum uma indignação enorme porque ajudo a pagar esse “bacanal” todo que fazem com o nosso dinheiro.

As licitações de serviços, obras e de compras de materiais de consumo e medicamentos são meramente para formalizar as contratações, no livro o Jornalista Passaia fala do envolvimento da Construtora CGR de participar das falcatruas nessa operação furacão da Policia Federal em Dourados.

Se isso está devidamente comprovado como afirma o Jornalista em seu livro, logo todos os contratos dessa empresa com o setor público devem ser imediatamente suspensos, não só em Dourados, mas em todo o território nacional, os contratos periciados por peritos especializados e isentos do tráfico de influência.

Cabe ao Governador André Puccinelli exigir a completa e rigorosa apuração nos contratos da CGR que tem contratos milionários em sua atual administração e nas anteriores desde sua eleição para primeiro mandato como prefeito da capital, época em que a CGR foi constituída.

Tudo que o Jornalista Eleandro Passaia disse em seu livro é uma prática que ocorre no Brasil inteiro, dizer que vai processá-lo, tentar enxovalhá-lo etc., é pura “balela”, apenas uma forma de dar um tempo para que o eleitor esqueça o episódio apostando na memória curta dos mesmos.

Passaia em seu livro deixou muito claro que não tem motivo ou desavença pessoal com as “autoridades” que aponta como corruptas e todos sabemos que a famosa frase do “é dando que se recebe” é uma prática corriqueira que fomenta a corrupção do Oiapoque ao Chuí.

Processá-lo por calúnia ou difamação com todas as provas materiais produzidas legalmente, com autorização da Justiça e acompanhamento/monitoramento da Policia Federal seria dar um tiro no pé, contra os fatos não há argumentos.

É público e notório que tanto o Jornalista Eleandro Passaia como o Delegado Bráulio José Galoni são pessoas sérias e de bem que merecem respeito de todos, não fizeram absolutamente nada demais além de cumprirem corajosamente com suas obrigações de ofício e dever de cidadão que deseja ver um Brasil mais justo e humano.

Sem acusar ou nominar ninguém, mas todos que exercem cargos públicos detentores de patrimônio que não conseguem justificar a origem e ostentam um padrão de vida incompatível com seus ganhos perante a população já são suspeitos de usarem o tráfico de influencias e seus cargos para enriquecerem ilicitamente.

Um exemplo disso vem ocorrendo na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul que se recusa a informar quanto ganham os Deputados? Recorrem até mesmo à Justiça para omitirem tal informação! O que será que eles têm a esconder? Pergunto quem desrespeita a Lei da Transparência deve continuar merecendo o nosso voto?

Desde 2.004 que venho denunciando escândalos de corrupção em todos os níveis da Administração Pública que em volume de dinheiro público desviado dos cofres públicos são dezenas de vezes maiores que as duas últimas operações da Policia Federal em Dourados juntas.

Nenhumas das denúncias foram fundadas em “ouvi dizer” ou por provas duvidosas, todas foram fundamentadas com pericias técnicas judiciais conclusivas, leis especiais criadas para proteger o cidadão de crimes contra o patrimônio público, provas de pagamentos em dobro de obras que nunca foram executadas (CASO CAM), precatório fantasma, credor fantasma (CASO COBRACON), que lesaram os cofres da Prefeitura de Dourados em mais de R$. 110.000.000,00 (cento e dez milhões de reais) apenas nesses dois casos e até hoje ninguém foi punido a não ser o engenheiro Paulo Figueiredo condenado a pagar multa por litigância de má-fé aos réus confessos por defender os interesses de toda coletividade. Um absurdo!

O Castelo de Areia do “Paraíso da Corrupção e da Impunidade” começa a se desmoronar os cidadãos de bem não admitem mais esse tipo de “político” que só entra na vida pública para saquear e se enriquecerem ilicitamente, estão indignados e enojados com esse verdadeiro mar de lamas e clamam por justiça!.

Elizio Brites Empresário. (elizio3@hotmail.com)