Deputados discutem medidas para frear aumento de suicídio de adolescentes

16/05/2019 11h14 - Por Agência Câmara Notícias


 
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados / Audiência pública para discussão sobre medidas efetivas para a prevenção do suicídio de crianças e adolescentes
Número de casos subiu 10% entre 2003 e 2013 Vinicius Loures/Câmara dos Deputados / Audiência pública para discussão sobre medidas efetivas para a prevenção do suicídio de crianças e adolescentes
Número de casos subiu 10% entre 2003 e 2013

Em audiência pública na Câmara sobre o aumento no número de suicídios entre crianças e adolescentes, o coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do UNICEF Brasil, Mario Volpi, destacou o papel de pais e responsáveis no monitoramento do conteúdo que esse público consome na internet.

Além disso, segundo ele, é importante haver espaço para que os jovens possam conversar com os pais sobre o que os incomoda.

"Nós temos que criar espaços de escuta. Os jovens precisam ter com quem conversar sobre isso. Quem vão ser essas pessoas? Serão suas famílias, será a escola, será a igreja, serão os espaços comunitários", apontou.

O número de casos de crianças e adolescentes de 9 a 19 anos que cometem suicídio no Brasil cresceu 10% de 2003 a 2013.

E o suicídio é a 4° maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, de acordo com o Mapa da Violência, que usa dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

A audiência pública foi promovida pela Comissão de Seguridade Social e Família para discutir medidas efetivas para a prevenção da automutilação e do suicídio nessa faixa etária.

O deputado Rodrigo Coelho (PSB/SC), que propôs a reunião, ressaltou que a sociedade e a imprensa não abordam o assunto para não estimular casos em potencial.

"Mas penso eu que devemos quebrar esse tabu, a fim de mudar uma triste realidade, que acontece dentro de nossas casas, de nossas escolas e da sociedade como um todo, e que atinge todas as idades e classes sociais".

A maior frequência de suicídios não se dá entre crianças e adolescentes; entretanto, para Cinthia de Araújo, assessora que lida com o assunto no Ministério da Saúde, o problema está no aumento recente.

"O que nos preocupa é a tendência recente de um aumento significativo, o que também não é uma exclusividade dessa faixa, mas ela tem um impacto social importante.

Ela reflete que os nossos jovens estão sofrendo e que a gente precisa de intervenções mais focalizadas".

Em abril deste ano, proposta da Câmara instituiu uma Política Nacional de Prevenção à Automutilação e ao Suicídio (13.819/19), que pretende reunir ações políticas públicas sobre o tema.

Agora, deputados de diversos partidos estão colhendo assinaturas para criar a Frente Parlamentar de Combate ao Suicídio e à Automutilação.


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