Cultura aprova 40% de fundo cultural para culturas indígena e negra

09/11/2018 15h03 - Por Agência Câmara Notícias


 
Luis Macedo/Câmara dos Deputados / Parlamento Jovem - Solenidade de Posse e Eleição da Mesa. Dep. Érika Kokay (PT-DF)
A relatora, Erika Kokay, previu prioridade para as comunidades quilombolas Luis Macedo/Câmara dos Deputados / Parlamento Jovem - Solenidade de Posse e Eleição da Mesa. Dep. Érika Kokay (PT-DF)
A relatora, Erika Kokay, previu prioridade para as comunidades quilombolas

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou projeto que reserva 40% do Fundo Nacional de Cultura a projetos sobre cultura e arte indígenas e dos povos negros, com prioridade para propostas relacionadas às comunidades remanescentes de quilombos.

O projeto (PL 2559/15) altera a Lei Rouanet (8.313/91), que instituiu o FNC. O fundo destina recursos orçamentários a projetos culturais com maior dificuldade de captação junto ao mercado.

O FNC é administrado pelo Ministério da Cultura e financia até 80% do custo total de cada projeto.

A proposta é de autoria da deputada Tia Eron (PRB-BA) e trata, originalmente, de apoio do FNC a projetos culturais vinculados à cultura e à arte negras.

Os povos indígenas foram incluídos como beneficiários da cota do FNC pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que analisou a proposta em 2015.

Agora, a Comissão de Cultura alterou novamente o texto para priorizar as propostas relacionadas a comunidades quilombolas.

A mudança foi feita pela relatora, deputada Erika Kokay (PT-DF). Segundo a Fundação Cultural Palmares (FCP), vinculada ao Ministério da Cultura, ao final do ano passado haviam no País 3.051 dessas comunidades, concentradas na região Nordeste, com 747 na Bahia e 699 no Maranhão.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.


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