Seminário debate futuro do ensino veterinário no País

08/12/2018 08h19 - Por Sociedade Nacional de Agricultura


 
Mesa de abertura da solenidade de posse dos novos acadêmicos, coordenada pelo prof. Milton Thiago de Mello, presidente da Abramvet, tendo à sua esquerda o diretor da SNA, Thomás Tosta de Sá, e à direita Francisco Cavalcanti de Almeida, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, entre outros acadêmicos e representantes de entidades do setor. Foto: Divulgação Mesa de abertura da solenidade de posse dos novos acadêmicos, coordenada pelo prof. Milton Thiago de Mello, presidente da Abramvet, tendo à sua esquerda o diretor da SNA, Thomás Tosta de Sá, e à direita Francisco Cavalcanti de Almeida, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, entre outros acadêmicos e representantes de entidades do setor. Foto: Divulgação

Os desafios e a necessidade de mudanças visando, principalmente, à saúde pública e à segurança alimentar, foram os temas centrais do seminário "Ensino de Veterinária no Brasil", realizado no Rio de Janeiro, no último dia 30 de novembro.

O evento, organizado pela Academia Brasileira de Medicina Veterinária (Abramvet) e Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), mostrou que é imprescindível um olhar mais atento para a formação de veterinários no Brasil.

De acordo com os especialistas presentes, o grande número de veterinários (mais de 160.000) existentes no país formados em 360 cursos (até outubro de 2018) reflete quantidade, mas não necessariamente qualidade.

Para que haja uma mudança, que se faz urgente na visão dos profissionais do setor, a Academia propôs a atualização dos veterinários, a moratória para novos cursos e a desativação de cursos deficientes.

Na ocasião, os especialistas citaram como exemplo as diretrizes do Relatório Flexner, de 1910, dos EUA. Dele, resultou a medicina norte-americana atual, considerada uma das melhores do mundo.

O modelo é apontado como referência contra a proliferação de cursos comerciais e de má qualidade na formação de profissionais.

Ainda na busca por este objetivo de profissionais mais qualificados, a Abramvet, em convênio com a SNA, tem participado de uma série de atividades como reuniões e publicações relativas ao agronegócio, em particular no âmbito da segurança alimentar.

Segundo a Academia, esse entendimento é importante para manter o Brasil na condição de potência alimentar para um mundo faminto.

Outro aspecto importante para os acadêmicos são os reflexos na economia do país. Para isso, eles consideram importante a existência de veterinários a fim de garantir em quantidade e qualidade a produção de alimentos de origem animal, principalmente carnes bovina, suína e de frango.

O seminário contou com a participação, entre outros, do presidente da Abramvet, Milton Thiago de Mello, e do vice-presidente da SNA, Hélio Sirimarco.

Um dia antes do evento foi realizada a solenidade de posse dos novos acadêmicos Ariel Antônio Mendes, Edino Camoleze, Phyllis Catharina Romijn, Raimundo Nelson Souza da Silva e Wellington Antônio Fagundes.


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