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20/02/2012 08h45 - Atualizado em 20/02/2012 08h45

Lei da Palmada corre o risco de ser reprovada no Congresso

 
Mariana Jungmann e Iolando Lourenço
 
Blog do Severo/ reprodução

O polêmico projeto de lei que proíbe os pais de castigarem fisicamente os filhos corre o risco de não ser aprovado pelo Congresso Nacional. Depois da anuência, em caráter terminativo, da comissão especial criada para analisá-lo, o projeto deveria ter sido encaminhado ao Senado, mas está parado na Mesa Diretora da Câmara. O texto aguarda a votação de seis recursos para que seja votado também no plenário da Casa.

Os deputados que apresentaram os recursos querem que a matéria seja discutida no plenário da Câmara antes de seguir para o Senado. Esses parlamentares esperam que a proposta seja rejeitada, quando a maioria dos deputados tiver acesso ao texto. Na comissão especial, apenas um grupo pequeno de parlamentares teve a oportunidade de apreciar e votar a proposta – que foi aprovada por unanimidade.

Para um dos deputados que apresentou recurso, Sandes Júnior (PP-GO), a matéria é complexa e merece ser debatida por mais tempo com um número maior de parlamentares. “Trata-se de matéria polêmica, objeto de acaloradas discussões na referida comissão especial, porém sem a necessária visibilidade e amadurecimento que a importância do assunto exige”, justificou no recurso. Declaradamente contrário ao projeto, o deputado Augusto Coutinho (DEM-PE) também apresentou recurso para que o texto seja discutido no plenário da Câmara. Para ele, as relações familiares não podem ser ditadas pelo Estado. “É indubitável que devam existir mecanismos para proteger a criança e o adolescente da violência, seja essa doméstica ou não. Contudo, não pode ser concedida ao Estado a prerrogativa de ingerência desmedida nos lares brasileiros”, defendeu o deputado.

O projeto, de autoria do Poder Executivo, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para estabelecer que “a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados pelos pais, pelos integrantes da família, pelos responsáveis ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou vigiar, sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação, ou qualquer outro pretexto”. O texto determina ainda que é considerado castigo corporal qualquer forma de uso da força física para punir ou disciplinar causando dor ou lesão à criança.

A proposta, que ficou conhecida como Lei da Palmada, também estabelece que os pais que cometerem o delito deverão passar por acompanhamento psicológico ou psiquiátrico e receberem uma advertência. Eles, no entanto, não estão sujeitos à prisão, multa ou perda da guarda dos filhos. Os médicos, professores ou funcionários públicos que souberem de casos de agressões e não os denunciarem ficam sujeitos à multa que pode chegar a 20 salários mínimos.

(3) Comentários

Tem que ser reprovado mesmo. Não será os políticos que irão nos ensinar a educar nossos filhos. A própria Palavra de Deus nos diz que devemos corrigir nossos filhos.
Esses políticos tem mais é que votar um novo código penal no qual a maioridade caia para 14 anos, como é na maioria dos países da Europa, África, Ásia e Oceania.
Um moleque de 14 anos pode pilotar um Jet Sky e matar uma criança na

 
Arthur em 20 de fevereiro de 2012 - segunda às 15:51

É...sobra mais gente pra polícia bater...é isso!!!!Sempre levei umas palmadas de meus pais quando foi preciso e não me arrependo disso...

 
Professor em 20 de fevereiro de 2012 - segunda às 14:01

Essa lei e um absurdo!!! Filho deve apanhar sim, tem que ser educado na varinha mesmo, claro que sem violencia.
Por isso esses jovens de hj matam, espancam por nada. Bom era a epoca das reguadas das professoras, dos castigos atras dos armarios, pelo menos nao ouviamos tantas tragedias e tantos jovens tendo suas vidas ceifadas precocemente!!!

 
Eu em 20 de fevereiro de 2012 - segunda às 09:30

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