12/06/2013 16h38
Com negociações climáticas acontecendo na Alemanha, o grupo de mudanças climáticas da ONU reiterou na segunda-feira (10) que os esforços internacionais para amenizar o fenômeno são insuficientes para cumprir a meta de manter o aquecimento global abaixo de 2 graus centígrados acima dos níveis pré-industriais.
Após a divulgação de um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) que demonstra que, se algo não for feito para lidar com as emissões do setor de energia, a comunidade internacional logo verá um aumento na temperatura entre 3,6 a 5,3 graus Celsius – foi divulgado um comunicado da Convenção do Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) sobre o tema.
“O relatório da AIE chegou em um momento crucial para as negociações de mudanças climáticas e para que os esforços globais possam enfrentar as mudanças climáticas em todos os níveis”, disse a secretária-executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, em Bonn, onde a convenção está liderando discussões que duram duas semanas – iniciadas no último dia 3 de junho –, sobre questões científicas, tecnológicas e metodológicas relacionadas às mudanças climáticas.
De acordo com o relatório da AIE, “Redesenhando o Mapa de Energia-Clima”, as emissões industriais globais de dióxido de carbono em 2012 subiram 1,4%, para um recorde de 31,6 bilhões de toneladas.
A China apresentou o maior crescimento de dióxido de carbono em 300 milhões de toneladas, mas o aumento foi um dos mais baixos em uma década, disse a AIE.
Enquanto isso, a produção de carbono dos Estados Unidos caiu em 200 milhões de toneladas em meio a uma mudança do carvão para o gás na geração de energia.
O chefe da agência ambiental da ONU parabenizou a decisão da China e dos Estados Unidos – os dois maiores emissores de gases de efeito estufa do planeta – ao colaborarem na eliminação gradual da produção de um grupo de produtos sintéticos químicos, a fim de combater as mudanças climáticas.(ONU)