21/05/2013 14h20
Discutir e planejar a agenda para o desenvolvimento da população mundial após 2015 – ano em que vence o prazo estabelecido para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – tornou-se uma das pautas mais debatidas pelos governantes de todos os países atualmente.
O desafio é garantir a toda a população um futuro com menos desigualdades e um planeta mais sustentável para todos e todas.
Com o objetivo de fomentar o processo de participação social no Brasil sobre o tema, a Secretaria-Geral da Presidência da República realizou, em abril, o seminário “Diálogo Social: Agenda Pós-2015 e Seguimento à Rio+20”.
Durante o evento, foram apresentados os resultados preliminares da pesquisa “Meu Mundo”, que integra o processo de consulta global para definição da futura agenda de desenvolvimento organizado pelas Nações Unidas e seus parceiros.
O seminário, que marcou a conclusão da primeira etapa presencial das consultas públicas para a Agenda de Desenvolvimento Global Pós-2015 no Brasil, teve como “voz” da sociedade civil a antropóloga Iara Pietricovsky, membro do colegiado do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC).
Em entrevista ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a também mestra em Ciência Política destacou a importância da participação da sociedade civil na construção da agenda de desenvolvimento que substituirá os ODMs para a efetiva redução da pobreza, promoção das equidades de gênero e raça e proteção do meio ambiente.
“Lutar contra a pobreza é legitimo e importante, mas muito mais que lutar contra a pobreza, se faz necessário lutar contra a desigualdade.
No caso do Brasil, a desigualdade está estritamente ligada à pobreza e ela tem face humana.
É negra. São os/as jovens negros/as que são dizimados pela desigualdade”, disse a antropóloga.
No âmbito global, o Brasil é o segundo país com maior número de participações online no processo de consulta do Pós-2015, segundo dados divulgados até a primeira quinzena de abril.
Foram realizados no país cinco encontros regionais em parceria com o Movimento Nós Podemos e outras 14 consultas com grupos específicos da sociedade civil, além da aplicação de 3.800 questionários qualitativos.(ONU)