14/05/2013 09h27 - Atualizado em 14/05/2013 09h27
Elvio Lopes/ De Campo Grande
O Governo do Estado confirmou ontem que já está em processo final de licitação a aquisição de 35 novas viaturas para o Corpo de Bombeiros, das quais 15 são do tipo de unidades de resgate, que serão distribuídas entra Campo Grande e algumas cidades do interior. Outros cinco veículos de combate a incêndio e mais 15 carros para apoio, também estão sem processo de licitação.
O comandante do Corpo de Bombeiros do Estado, coronel Ociel Ortiz Elias, explicou que o empenho para a aquisição das 15 viaturas de unidades de resgate foi acelerado pelo sistema usado pelo Ministério da Saúde na compra das ambulâncias do Samu.
Segundo Ortiz, a chegada das unidades de resgate acontecerá após a entrega do chassi à empresa que transforma o furgão original em uma UR, com macas, armários, rádio e instalações para aparelhos de oxigênio e devem chegar ao Estado no prazo de até 60 dias. As cinco viaturas de combate a incêndio são do tipo auto-bomba, com capacidade para 5 mil litros de água e dispositivo de espuma.
Ortiz explica que o Governo do Estado está investindo R$ 5,5 milhões de recursos próprios na aquisição dessas viaturas e parte das UR deve atender a Capital, onde o número de ocorrências é maior, chegando a até 40 atendimentos por dia, percorrendo mais de 250 quilômetros diariamente. A frota atual, segundo o comandante, passará por manutenção e será redistribuída para outros municípios.
BRIGADAS
Com a revisão da legislação sobre poder de polícia do Corpo de Bombeiros, que data de 1990 e que foi agilizada a partir da tragédia de Santa Maria (RS), onde 241 morreram em decorrência do incêndio na boate Kiss, a corporação vai passar a exigir brigadas de incêndio em estabelecimentos e aplicar multas até mil vezes maior do que as atuais, informou o comandante.
Ociel Elias explica que a nova legislação sobre o poder de polícia da corporação é clara, com o Corpo de Bombeiros podendo notificar, multar, apreender, interditar e embargar obras, além de cassar certificados de estabelecimentos que estejam irregulares. “As multas, que eram de até R$ 885,00, passou para 885 mil”, explica.
Com relação à exigência de brigadas de incêndio, o grupo de profissionais civis deve ser formado em locais como prédios residenciais e comerciais, indústrias e locais com grande aglomeração de pessoas, com número de brigadistas e tempo de treinamento de acordo com a carga-incêndio.
O Corpo de Bombeiros também vai cobrar um plano de emergência, com definição da atuação da brigada, a rota de fuga, iluminação de emergência, evacuação da área, de acordo com lei municipal que passa a valer em julho e que já previa criação de brigadas de incêndios para atuar em todos os tipos de edificações e espaços públicos de Campo Grande.
