07/05/2013 09h40 - Atualizado em 07/05/2013 09h40
Assessoria
A permanência de comerciários nas lojas de Campo Grande depois do expediente (18h comércio central e 22h shopping) para fazer trabalhos que não são pertinentes à profissão, como limpeza do estabelecimento, reposição de estoques e até carga e descarga de mercadorias, tem sido alvo de fiscalização e denúncia do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande – SECCG, que tem mantido plantões da diretoria para impedir esses abusos.
No interior de Mato Grosso do Sul, onde não houver sindicato, as denúncias podem ser feitas à Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom/MS (3342-3155).
“Além de se tratar de trabalhos irregulares, que não são de competência do comerciário, ainda mais agora que foi regulamentada a profissão, a maioria das empresas sequer pagam horas extras a esses empregados que ficam até mais tarde nas lojas, depois do horário de atendimento aos clientes”, denuncia Nelson Benitez, vice-presidente do SECCG.
Na sexta-feira (3) o sindicato de Campo Grande recebeu denúncia dos próprios funcionários de uma rede de lojas, com filial na Rua Barão do Rio Branco, que diariamente vem segurando boa parte dos funcionários (vendedores, caixas...) para realização de trabalhos internos que não correspondem às atividades não condizentes com a profissão de comerciário. O vice-presidente e o diretor Elvídio Barbosa foram até o local às 19h15 e confirmaram as irregularidades.
“Ao chegarmos ao local, as portas estavam cerradas e apenas uma portinha estava aberta para funcionários que estavam retirando lixo do interior da loj. Confirmamos a presença mais de 10 empregados no local. Imediatamente solicitamos a presença da gerência, que nos atendeu e liberou os funcionários”, afirmou Nelson Benites, que só não citou o nome da loja pelo fato dela ter sido notificada pela primeira vez sobre o problema. Se houver reincidência o sindicato vai levar a denúncia ao Ministério do Trabalho e Emprego e também divulgará para conhecimento público.
Diariamente a diretoria tem percorrido o comércio para notificar proprietários e gerentes das lojas sobre esse procedimento irregular com os comerciários, cuja regulamentação da profissão se deu em meados do mês passado e de acordo com a lei, o comerciário não pode exercer outras funções além daquelas para as quais foram contratados.
Idelmar da Mota Lima, presidente do Sindicato, pede para que os funcionários que estiverem atravessando esse mesmo tipo de problema, que denunciem à entidade (3348-3232) para que numa primeira medida, a diretoria sindical converse com a direção da empresa. Se não resolver, a denúncia é encaminhada aos órgãos de fiscalização.