O governador André Puccinnelli (PMDB) no alto de sua sabedoria encontrou uma maneira sensata de acabar com as especulações
O papel de um pai
O governador André Puccinnelli (PMDB) no alto de sua sabedoria encontrou uma maneira sensata de acabar com as especulações em torno do apoio dele no ano que vem entre os dois principais supostos candidatos: Murilo Zauith (PSB) e Geraldo Resende (PMDB). Buscar uma união entre ambos, aos quais ele se refere como “Meus dois filhos”. Como não existem meios de se comprovar se realmente André Puccinnelli tem este sentimento, já que sentimento é coisa íntima de cada um, supõe-se que realmente ele fica dividido todas às vezes em que a dupla MZ e GR estão presentes. Ultimamente tem sido freqüente este desconforto do governador todas as vezes que ele pisa em Dourados. Na semana passada no acionamento das luzes de natal na praça foi assim. No dia seguinte, na inauguração do juizado especial federal, também foi assim, com a diferença que André preferiu desabafar o que sente e o que pretende neste impasse, apontando como o melhor caminho o de unir os dois já que entre dois filhos não existe outra saída. O comportamento de André tem sentido. Conviveu ao lado de Murilo por quatro anos que apesar de vice-governador era considerado como parte integrante do governo, como hoje é Simone Tebet. Na época, Murilo era do DEM, mas hoje, encontra-se abrigado no PSB, o que para Puccinnelli não faz tanta diferença já que o PSB é partido aliado do PT em nível nacional, assim como o PMDB de André. O deputado Geraldo Resende, no caso, o segundo filho, é do PMDB de André e portanto não precisa se estender sobre isso. Filhos, melhor seria não tê-los, mas quando já tem não dá para abandoná-los ou privilegiar apenas um e assim deixar o outro embirrado. Eis o caminho mais sensato que é o da mediação. Esse é o papel de um pai.
A mesma praça
Em termos de diversão ao ar livre não se fala em outra coisa em Dourados a não ser em pista do gelo, casa de papai Noel, luzes e Praça Antônio João. E dizer que até algum tempo atrás, era impossível freqüentar as várias praças de Dourados dado ao risco que se corria de assalto, tumultos, brigas. Hoje isso acontece também, mas podemos nos sentir bem mais seguros entre tanta proteção policial. Parabeniza pessoa atenta, leitora assídua da coluna.
Eleições em Itaporã
O deputado estadual Zé Teixeira disse recentemente que em Itaporã o DEM vai caminhar junto com o hoje pré-candidato Roberto Marsura (PMDB). Zé Teixeira explica as razões. “O Roberto era do DEM, o Marcos (prefeito) também era do DEM, mas ambos saíram não por descontentamento com o nosso partido, mas sim para que estivessem mais próximos do governador que nós também apoiamos”, afirmou.
Quatro pré-candidatos
Itaporã segue com quatro pré-candidatos. Roberto Marsura (PMDB), o qual foi carinhosamente chamado de “Fofão” pelo governador na última oportunidade que esteve no município e que tem o seu apoio, o ex-prefeito Antônio Cordeiro Neto (PR), com apoio de seu “Pai” Londres Machado, Wallas Milfont (PDT) com apoio do ex-deputado Dagoberto Nogueira e Wilson Pedroso (PSD), uma espécie de “Coringa” neste cenário político.
Cadê o Rivalmir?
Desta vez, o ex-prefeito Rivalmir Fonseca (PMDB) não deve aparecer como nas outras oportunidades, pois atualmente está assessorando o irmão dele, que é deputado federal por Brasília. Rivalmir Fonseca foi prefeito de Itaporã por seis anos e na época presidiu a então recém criada Assomasul. Depois tentou retornar ao cargo de prefeito, porém, por duas vezes foi derrotado. Mas sua volta é sempre motivo de reviravolta na política de Itaporã, pois sempre dá trabalho toda vez que reaparece.
Nada é eterno
Em política nada é eterno, muito menos cargo de secretário, cargo de confiança do prefeito. Em Campo Grande por exemplo, o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) declarou na última sexta-feira que quer fora da administração todos os pré-candidatos às eleições de 2012 até 31 de dezembro, mesmo que a legislação exija a desocupação do cargo apenas em abril de 2012. Segundo o prefeito, na troca de cargos existe um período de adaptação mínimo de 90 dias, e avalia que a substituição em janeiro evita uma ruptura administrativa que possa prejudicar o andamento da máquina pública.
A pressa de Nelsinho
“Eu não vou esperar, pois acredito que aqueles que pretendam ser candidatos passam a ter um foco político e não técnico. Quero que o último ano de governo tenha um foco bastante produtivo”, disse o prefeito.
Jogo da Vida
“Adeus, doutor Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira”