04/07/2013 07h20 - Atualizado em 04/07/2013 07h20
Conjuntura - Williams Araújo
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul quer fechar algumas comarcas no interior alegando falta de verba. Aliás, como fica então para bancar o aumento pedido por seus funcionários? O recado dos barnabés foi duro e veio através de uma paralisação. Ao que tudo indica, o governo estadual vai ter que abrir a torneira para regar as contas do órgão. Afinal, sem justiça o povão não pode ficar.
Independente
Se depender da vontade política da deputada Mara Caseiro (PT do B), o distrito de Casa Verde, localizado às margens da BR-267, pode ser desmembrado em breve do município de Nova Andradina. Com 13 mil habitantes e mais de quatro mil eleitores registrados pela Justiça Eleitoral, por si só justificaria sua emancipação, defende a parlamentar.
Às claras
Caso a maioria aprove, o voto secreto deixa de existir na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. O projeto de resolução que pede a mudança é do petista Amarildo Cruz, que entendeu o recado das ruas e quer agora colocar em prática uma atitude condenável pelo povo: a falta de transparência. O momento agora é mais que oportuno para mudanças de hábitos antigos.
São Tomé
Há quem diga que transformar a corrupção em crime hediondo é legal, mas até chegar à sua real aplicação vai uma distância quilométrica. Mesmo pessoas que usam de atos violentos contra a vida das pessoas não são apenados como deveriam, imaginem condenar figurões e colocá-los nos cadeiões das cidades brasileiras. É ver pra crer.
Confirmação
Para respaldar as afirmações sobre penas de crimes hediondos, o assassino confesso da missionária norte-americana e naturalizada brasileira, Dorothi Stang, foi libertado esta semana da cadeia. Ele cumpriu apenas 8 anos e 4 meses em regime fechado. O restante, no chamado semi-aberto. Esse é apenas um exemplo de que a vida não tem nenhum valor para esse tipo de bandido.
Sem acordo
Prazo curto e divergências entre líderes no Congresso Nacional podem dificultar a realização do plebiscito proposta pela presidente Dilma Rousseff (PT). No entanto, o povo já deu recado de que quer mudanças imediatas, e nesse caso, já para as próximas eleições. Caso não haja consenso sobre o tema, as vozes das ruas podem voltar a gritar ainda mais alto.