Willams Araújo
Sou o cara!
De agora em diante os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul vão priorizar as gravações para o horário eleitoral gratuito de rádio e televisão que começa pra valer a partir da próxima semana. Não é a toa que o governador André Puccinelli (PMDB) e seu antecessor, Zeca do PT, começam a dar importância aos estúdios.
Cada um sabe que por meio da mídia é muito mais fácil convencer o eleitorado de que é a melhor opção para governar o Estado.
Quociente
Pelos cálculos do secretário Judiciário do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e professor de Direito Eleitoral, Hardy Waldschmidt, para garantir a eleição de um deputado federal um partido ou coligação terá de fazer 163.500 votos nas eleições de outubro. Em Mato Grosso do Sul, 74 candidatos disputam as 8 cadeiras a que o Estado tem direito na Câmara dos Deputados. Portanto, a porca vai torcer o rabo no pleito deste ano.
Bola de cristal
Em suas projeções, Hardy considerou que dos 1.702.511 eleitores sul-mato-grossenses, 82% comparecerão às urnas, mas 3,8% votarão em branco para deputado federal e 2,5% votarão nulo. Na disputa pelas 24 vagas da Assembléia Legislativa a estimativa é de que sejam necessários 55 mil votos. No total, são 268 postulando os cargos.
Água mole... Como a Lei Ficha Limpa não tem tido muito efeito prático, o ex-deputado estadual Raul Freixes (PT do B) resolveu recorrer da decisão do TRE, que indeferiu registro de sua candidatura, e continua sua caminhada de volta à Assembléia Legislativa sem nenhum constrangimento.
Sabe que no País sempre há o chamado “jeitinho brasileiro”. Não fosse assim políticos condenados pela Justiça, como o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), não estariam desfilando por aí afora pedindo votos do povão.