Willams Araújo
Fogo de palha
Com raras exceções, os representantes de Mato Grosso do Sul na Câmara Federal estão sendo vistos pelos prefeitos como traidores, principalmente os que fazem parte da base aliada do governo Lula. Tudo por causa da não votação da emenda 29, que estabelece percentuais de investimento na saúde.
Prometem dar o troco nas urnas, usando inclusive a péssima imagem do Congresso, aproveitando que os parlamentares vão bater as suas portas para pedir votos à reeleição.
Lá e cá
Apesar de ser o cabo-eleitoral número um do presidenciável tucano José Serra, o governador André Puccinelli (PMDB) rasgou elogios ao presidente Lula, ao agradecer durante o horário eleitoral gratuito de televisão os investimentos federais em Mato Grosso do Sul.
O gesto, é claro, provocou reações contrárias na oposição. O comando da campanha de Zeca do PT, por exemplo, não gostou nada da estratégia peemedebista.
Intruso
Para desespero do prefeito petista Ruiter Cunha de Oliveira, o programa de André Puccinelli explorou bem as imagens do povão falando bem do governo do PMDB. Mas provocação maior foi mostrar o eleitorado dizendo que Corumbá agora é outra cidade por causa dos investimentos em obras com recursos do Tesouro Estadual nos últimos tempos.
Filhos da terra, o senador Delcídio do Amaral e o deputado estadual Paulo Duarte, ambos petistas, não devem ter gostado nada da idéia.
Memórias
Nos presídios federais de Catanduvas e Campo Grande, onde os presos têm acesso a minibibliotecas, o Ministério da Justiça e os juízes-corregedores já puseram em prática um programa pelo qual o detento que se dedicar a ler um livro e escrever uma resenha pode ter sua pena reduzida em até três dias.
Programas educacionais como estes, como noticiado pelo colega Ancelmo, em sua coluna em O Globo, só merecem aplausos.