11/05/2013 07h19
Conjuntura - Williams Araújo
Frigideira
Tem pretendente à cadeira do governador André Puccinelli (PMDB), no Parque dos Poderes, sendo fritado em fogo brando. Por enquanto, as chamas estão pequenas, mas devem ir aumentando gradativamente à medida que a data para definição das candidaturas for chegando ao fim.
Se não pular fora a tempo, poderá sair bem chamuscado desse processo. Ou seja, é sair enquanto é tempo ou se queimar inteiro.
Torcedor
Experiente e hábil na arte de costurar projetos políticos, o presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, tem defendido uma aliança entre seu partido, o PMDB, com o rival PT, na disputa pela sucessão de André Puccinelli. Para ele, a boa gestão de Dilma Rousseff (PT) no comando do país só vem reforçar sua tese de que o melhor caminho é esse alinhamento entre ambos.
Fazer o vice, o senador, e boas bancadas na Assembleia e na Câmara já está de bom tamanho.
Em família
Caso Jerson Domingos emplaque essa dobradinha e eleja governador o senador Delcídio do Amaral (PT), a vaga do Senado irá para o seu cunhado Pedro Chaves, que é o primeiro suplente do petista. Mas enquanto o martelo não for batido, o deputado vai ter que gastar muita saliva e poder de convencimento para amarrar de vez esse projeto.
E como diz antigo ditado: ‘água mole em pedra dura, tanto bate até que fura’.
Cantilena
Vereadores de oposição à administração da Capital voltaram a defender a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP). Sem a presença de nenhum representante da base aliada, integrantes da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara, votaram a favor de requerimento de parlamentar, que também faz oposição ao prefeito, no qual pede que seja decretada improbidade administrativa ao chefe do Executivo.
Pelo que se vê, a sanha desse grupo por sangue vai além do razoável.
Retaliação
Apesar disso, a resposta foi imediata e à altura do que o caso requer. Indignado, Bernal disse que vai tomar providências contra essa decisão, o que ele classificou como “zombar da inteligência do povo”. E foi mais adiante, ao afirmar que essa postura dos adversários veio em represália ao pedido que fez para que instalassem a CPI da Saúde.
A isso se denomina Lei de Talião, ‘olho por olho, dente por dente’.