09/05/2013 06h19
Conjuntura - Williams Araújo
Mancha
Depois do tráfico de drogas, agora é a vez da máfia da saúde dar destaque negativo a Mato Grosso do Sul na mídia nacional. Todas as emissoras de televisão e os jornais do país trataram do assunto como um crime que precisa ser urgentemente combatido.
Certamente, todos eles vão ficar atentos quanto aos resultados produzidos pela Força Tarefa, que está incumbida de investigar os responsáveis pelos desvios do dinheiro do SUS.
Mesmo objetivo
Paralelamente ao trabalho da Força Tarefa, uma CPI aprovada na Câmara de Vereadores da Capital vai investigar os repasses de dinheiro do SUS ao Hospital do Câncer e também ao Universitário.
Com duas frentes atuando juntas, vai ficar difícil jogar alguma sujeira para debaixo do tapete, algo muito comum em situações como essa. Mas desta vez, com a Polícia Federal na parada, não deverá ficar pedra sobre pedra.
Negativa
Em entrevista à TV Morena, o governador André Puccinelli (PMDB) disse que cabe ao município, no caso o de Campo Grande, fiscalizar a aplicação dos recursos do SUS repassados aos hospitais do Câncer e Universitário.
Sobre uma possível ajuda ao médico Adalberto Siufi, ele foi enfático: “não ajudei e nem intermediei encontro nenhum dele com o Procurador de Justiça. Tanto que a investigação está acontecendo”, concluiu o governador.
Duplo
O PMDB de Mato Grosso do Sul deve mesmo assegurar palanque à presidente Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem, mesmo que não venha se aliar ao PT na disputa pelo Parque dos Poderes.
Esse compromisso já foi selado pelo governador André Puccinelli com a petista, que desta vez não admite perder para seu principal adversário em terras pantaneiras. Da outra vez, perdeu no primeiro e também no segundo turno.
Troco
A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, recebeu produtores rurais do Paraná, esta semana, em Brasília, para discutir a demarcação de terras indígenas. Mas enquanto falou com seus conterrâneos sulistas, deixou de lado os de Mato Grosso do Sul, que tinham objetivos semelhantes aos dos colegas do estado vizinho.
Será que foi em represália à manifestação feita por eles quando da visita da presidente Dilma a Campo Grande? Mistério.