24/05/2013 06h20
Conjuntura - Williams Araújo
Rédea curta
Tudo o que o PMDB não quer no ano que vem é uma greve como essa das polícias, Civil, Militar e dos Bombeiros por reajuste maior de salários. Já chega o desgaste natural causado pelo poder de comandar o Governo do Estado por vários anos. Mas como suas instituições estão sempre insatisfeitas com o que ganham, é possível que alguns movimentos reivindicatórios ecoem em pleno ano eleitoral. Certamente, alguém vai ficar de olho para evitar surpresas desagradáveis.
Janela
Com pouco mais de quatro meses para o fim do prazo das filiações partidárias e já é possível verificar que alguns nomes importantes da política estadual começam a se movimentar nesse sentido. O deputado estadual Zé Teixeira é um deles. Ele deve deixar o DEM, partido que o abrigou desde a sua estreia na política, para compor outra filosofia partidária. Outro que deve estar dando adeus à sigla que integra atualmente é Marçal Filho, que deve deixar o PMDB e pode ir para o recém-criado MD.
Especulações
Comenta-se nos bastidores da política pantaneira que o atual conselheiro do Tribunal de Contas, Cícero de Souza, poderá compor a chapa do tucano Reinaldo Azambuja como candidato a vice na eleição de 2014, que vai escolher o sucessor de André Puccinelli (PMDB) no comando do Parque dos Poderes. Cícero se aposentadoria do cargo e abriria espaço ao peemedebista e atual presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB), para que ele possa integrar a Corte Fiscal.
Possível
E ainda dentro do campo das especulações, comenta-se também que o deputado estadual Zé Teixeira, ainda filiado ao DEM, pode vir a ser o vice do senador Delcídio do Amaral (PT) na disputa pelo Parque dos Poderes, nas eleições de 2014. Uma união vista como improvável há alguns anos atrás, hoje é entendida até como um fato absolutamente normal.
Aglutinar
A candidatura peemedebista passa, necessariamente, por PSB e até pelo PDT na escolha de seu candidato a vice. A chamada chapa pura, defendida por alguns, não deverá prosperar por motivos óbvios, ou seja, tem que haver aglutinação de forças para dar musculatura à chapa majoritária. Nesse caso, Nelsinho Trad e Simone Tebet, ambos do PMDB, terão essa missão pela frente se quiserem entrar pra valer na disputa.