Não chamem para sentar a mesma mesa o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) e o procurador do Ministério Público Federal, Marco Antonio Delfino, que teve a infelicidade de dizer que o BNDES financia o plantio de cana de açúcar em áreas reconhecidas como indígenas em MS. Representante da classe ruralista na Assembléia, o democrata não se cansa de dizer que as terras são particulares, sobretudo, tituladas.
Zeca do PT não acredita de jeito nenhum no apoio do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) a companheira Dilma Roussef à Presidência da República. Desconfia de uma estratégia do governador André Puccinelli (PMDB), que está na iminência de anunciar apoio ao tucano José Serra, a fim de impedir a visita de Lula a MS durante a campanha eleitoral.
Aliás, dirigentes de partidos aliados ao ex-governador prevêem um massacre eleitoral nas pretensões peemedebistas a eventual aterrissagem de Lula em solo sul-mato-grossense no período da campanha. Isso porque acreditam que a popularidade do presidente impulsionará a campanha de Zeca, por enquanto o segundo colocado na corrida palaciana, conforme pesquisas de intenções de voto.
Diante do sufoco que vem enfrentando por causa da investida pesada da oposição, o deputado estadual Carlos Marun (PMDB) aconselhou o petista Pedro Kemp a não tocar mais no polêmico assunto das agendas distribuídas pelo governo nas escolas da rede pública de ensino. Acha que o silêncio em plenário já é um grande avanço, isso sabendo que a campanha vem por aí.
Apesar de citar cinco marmanjos para possível escolha de um para vice em sua chapa, Zeca do PT pode surpreender ao anunciar uma douradense como sua companheira de palanque, confidenciaram fontes palacianas próximas ao ex-governador. Acha politicamente viável ter uma mulher ao seu lado para contrapor a candidatura de André Puccinelli, que tem como vice a ex-prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB).
