17/05/2012 08h46 - Atualizado em 17/05/2012 08h46
Funcionários administrativos da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), que inclui o Hospital Universitário (HU) participam da paralisação nacional nas instituições federais de ensino
Douradosagora
Os funcionários administrativos da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), que inclui o Hospital Universitário (HU) participam da paralisação nacional nas instituições federais de ensino. Um grupo já está na Praça Antônio João, em mobilização por campanha salarial. O manifesto teria suspendido as aulas, hoje, no campos da UFGD. Mas, segundo a assessoria, os professores não cruzaram os braços já que a paralisação é do pessoal administrativo. (*)
A categoria luta por reajuste nos salários, racionalização de cargos, reposicionamento dos aposentados e aumento dos auxílios de saúde, creche e alimentação.
A coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais (Sista), seccional da UFGD, Naara Siqueira de Aragão, explica que no ano passado a categoria decidiu encerrar a greve porque recebeu a garantia do governo federal de que as negociações iriam continuar até 30 de maio deste ano, último prazo. No entanto, já está quase completando um ano e até agora não houve avanços.
Em Dourados a greve do ano passado atingiu cerca de 60% dos técnicos administrativos da UFGD e do HU. Hoje, entre a universidade e o hospital são cerca de 900 servidores administrativos, incluindo médicos. “Todos os funcionários da UFGD, exceto os professores estão na categoria de técnicos administrativos”, explica Naara.
Ela informou que não é descartada uma paralisação nacional com a adesão dos técnicos da UFGD. No ano passado a adesão maior à greve foi na universidade, onde maioria dos serviços administrativos deixaram de acontecer ou ficaram bastante precários, como ocorreu na secretaria, biblioteca, entre outros. Na HU, a adesão foi menor por se tratar de serviços essenciais à saúde.
Naara informou que a categoria vai continuar aguardando uma posição do governo federal até encerrar o prazo e, a partir junho, haverá novos encaminhamentos, inclusive uma possível greve por tempo indeterminado, caso não haja nenhum avanço nas negociações. Entre as ações, está previsto uma marcha a Brasília em dia 17 de maio.
Segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra) a categoria está bastante insatisfeita com os salários, e prova disso é que os novos servidores efetivos permanecem pouco tempo nas universidades, pois logo que passam em outros concursos deixam as instituições federais. A Federação cobrou do governo uma posição sobre o reajuste salarial, já que a categoria está com os salários “congelados” desde 2010, após ter participado de 50 reuniões com o Governo Federal.
9 E 10 DE MAIO - ocorreu paralisação nacional nas universidades
17 de maio (hoje) - Caravana à Brasília e Paralisação Nacional dos SPF´s
18 e 19 de maio - Plenária Nacional Estatutária da Fasubra - Plano de Luta
30 de maio - Prazo limite das negociações com o Governo
5 de junho - Caravana a Brasília do conjunto dos trabalhadores do SPF´s
9 e 10 de junho - Plenária Nacional Estatutária da Fasubra - Avaliação do andamento das negociações
11 de junho - Indicativo de Greve Nacional do Funcionalismo Público
(*) alterada para acréscimo de informação
