07/06/2013 08h12 - Atualizado em 07/06/2013 08h12
O projeto Bem-me-Quer da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) realiza até domingo (9) uma oficina de capacitação dos novos integrantes. As oficinas dos núcleos de Música, Palhaços e Contação de Histórias serão realizadas no Teatro Municipal, no Hospital Universitário e também em uma sala de aula da escola Reis Veloso. Apenas para o núcleo de Música, será realizada mais uma etapa de capacitação nos dias 22 e 23 de junho.
O Bem-me-Quer, hoje um projeto de extensão da UFGD, foi criado em 2007 pelo centro acadêmico de Medicina com o objetivo principal de humanização nos serviços públicos de saúde. Hoje, o projeto é composto por 125 acadêmicos de diversos cursos da UFGD e Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), divididos em três grupos: Palhaços, Contação de História e Músicos, que se dividem em todos os finais de semana levando alegria e conforto aos pacientes em seus momentos difíceis. Além do HU/UFGD, o projeto Bem-me-Quer também realiza trabalhos no PAM, Lar do Idoso e Lar de Crianças Santa Rita.
A coordenadora-geral do Bem-me-Quer, Camila Yamashiro Koike, explica que, antes da capacitação, os novos integrantes passaram por um processo de seleção, realizado no dia 19 de maio. “O projeto tem uma grande rotatividade e tende a expandir, por isto precisamos capacitar mais pessoas”, explica Camila, que é acadêmica do 3º ano de Medicina e participa do projeto desde o início do curso.
Segundo ela, a cada ano é maior o interesse demonstrado por acadêmicos das mais diversas áreas do conhecimento. “Tem muita gente interessada em realizar trabalhos voluntários. Há na comunidade acadêmica um grande sentimento de voluntariado e o projeto atende a este anseio”, explica ela.
Treinamento
A oficina realizada esta semana terá como facilitador o ator Carlos Moreira, de Curitiba, formado em contação de histórias e palhaço de hospital. Já as oficinas do núcleo de música terão a participação de professores apoiadores do projeto.
Nas oficinas, antes de iniciar os trabalhos no projeto, os novos integrantes são orientados sobre técnicas de estúdio e palco, expressão corporal, vestimenta, teatro, encenação e narração.
O diretor de Educação Superior do HU/UFGD e coordenador do projeto Bem-me-Quer, Emerson Henklain Ferruzzi, destaca que a integração dos acadêmicos neste trabalho é fundamental, não somente para a formação dos futuros profissionais como também para o tratamento destes pacientes. “É um trabalho muito bem-vindo e a gente percebe que até mesmo a resposta terapêutica do paciente melhora após as visitas do grupo”, avalia. “Outro ponto importante é que este trabalho é levado muito a sério por estes acadêmicos. Os treinamentos são fundamentais para que o trabalho executado seja de altíssimo nível”, complementa.
Recentemente, os integrantes do projeto Bem-me-Quer produziram um vídeo-documentário, com apoio do acadêmico Wilson Baruki. O vídeo, com pouco mais de 14 minutos, levou o prêmio de primeiro lugar na 1ª Mostra Audiovisual de Dourados, realizado no final de maio. Uma versão compacta do documentário está disponível no YouTube, no link http://www.youtube.com/watch?v=K0DHYplUEF0.
