atualizado às 18:16h - Friday, 10 de September de 2010
Busca
Diminuir tamanho do texto
Aumentar tamanho do texto

Desembargador reforça a segurança

 
Foto: Campo Grande News

Depois de anos com a rotina de portão aberto na entrada de casa, na manhã desta quarta-feira, a situação é oposta na residência do vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, João Batista da Costa Marques.

Ele diz ter passado por “10 minutos de terror” na noite de segunda-feira, quando 2 homens invadiram a casa armados. “Eles chegaram a ameaçar me matar”, conta o juiz.

Segundo ele, os jovens assaltantes só decidiram ir embora sem ferir gravemente ninguém depois de ouvir que estava prestes a chegar no local uma dupla de músicos do Paraguai, cantores de chamamé. “Eu disse que paraguaio não tem medo de briga”, lembrou.

Sereno, o magistrado lembra que já julgou mais de 5 mil processos na vara criminal. “Eu levava até cigarro para presos, conversava com eles”, o que rendeu experiência para lidar com situações como a de segunda. “Dizia sempre: violência não. Que era para levar tudo, sem agressão”.

Apesar de nunca ter a casa invadida por assaltantes antes, a primeira vez foi enfrentada com tranqüilidade e muita conversa, “apesar do medo”, diz ele.

Os assaltantes chegaram a residência no bairro Autonomista, em Campo Grande, por volta das 20 horas. Até então, o sistema de segurança só contava com um vigia e câmera de monitoramento de pessoas que chegam ao portão. "Agora vou contratar mais um vigia", anuncia.

A casa tem um muro alto e no interior vários cômodos com móveis requintados. Na sala, existe uma esteira em frente a TV pelo hábito de exercícios, por pouco não interrompido pelos ladrões. “Nesse dia eu cheguei e fui deitar”, detalha.

Com a família viajando, os gritos do segurança chamaram a atenção do desembargador que ao perceber do que se tratava pegou a pistola .40, para tentar se defender.

Os planos mudaram, diz ele, quando percebeu que o vigia brigava no chão com um dos bandidos. “Pensei que se eu atirasse poderia atingir meu funcionário”, lembra.

Ele escondeu a arma no banheiro e ao sair do cômodo foi surpreendido pelos ladrões. Levou chutes, assim como a cadela poodle da família, “a Mel”. “Ela não parava de latir e eles chegaram a ameaçar matá-la”, relata. (Campo Grande News)