Imagine viver com um barulhinho parecido ao de um apito, um chiado, uma cigarra ou um grilo no ouvido.
Absolutamente, você não iria se sentir confortável. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, esta é a realidade de cerca de 278 milhões de pessoas no mundo e de cerca de 28 milhões de brasileiros que sofrem com o zumbido.
O problema não é exatamente uma doença, mas um sintoma que pode ser provocado por diversos fatores, que em alguns casos é acompanhado de um certo grau de perda de audição.
Este barulho incômodo pode ser causado pela exposição prolongada a ruídos intensos, pressão alta, diabetes e até disfunções da mandíbula. Para quem sofre de zumbido, não há motivo para se assustar, pois ele tem cura.
Na próxima sexta-feira, 7 de maio, o Grupo de Apoio as Pessoas com Zumbido (GAPZ), receberá a psicóloga Lesle Maciel, que abordará o tema “aspectos emocionais relacionados ao zumbido” e tem como objetivo tirar todas as dúvidas de quem sofre desse mal.
“Pelas palestras dadas, já sabemos que o paciente com este problema precisa de um suporte intenso, pois após o diagnóstico vem acompanhado de mudanças nos hábitos e valores deles”, afirma Lesle.
Segundo a psicóloga, é preciso que o paciente aceite o tratamento, pois a não adesão dele certamente irá ajudar no surgimento de outras doenças com a vinda da idade. Em muitos casos o zumbido por ser irritante, pode desencadear uma série de sintomas psicológicos.
“É nesse momento que a psicologia intervém para auxiliar na mudança e procura desenvolver uma consciência do que esta acontecendo. Além de baixar a ansiedade e tensões frente a todas essas novidades” finaliza Lesle.
Mas antes de procurar uma psicóloga e ao sentir os sintomas, o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, membro da GAPZ Curitiba, recomenda que o paciente marque uma consulta com otorrinolaringologista.
“Ao descartar a possibilidade de problema nas estruturas internas do ouvido, o médico encaminha para as outras especialidades”, explica.
De acordo com Köhler é a partir desse primeiro diagnóstico que há uma análise da face, onde é possível detectar se o zumbido tem este componente também do aparelho mastigatório.
A coordenadora do GAPZ-Curitiba, Rita Mendes, complementa: “Como o zumbido pode ter várias causas é importante que seja feito exames detalhados. Por isso GAPZ-Curitiba conta com uma equipe multidisciplinar – com otorrinolaringologistas, dentistas, fonoaudiógolos, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros profissionais”, conclui.
Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido Próximo e encontro: 07 de Maio Tema: “Aspectos emocionais relacionados ao zumbido” Palestrante: Lesle Maciel, psicóloga Horário: a partir das 14h Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná