Veja vídeo dos envolvidos
Os vereadores Júlio Artuzi, Aurélio Bonatto, Marcelo Barros e Paulo Henrique Bambu, já estão em liberdade. Também saíram do presídio, o assessor do prefeito Ari Artuzi, Paulo Ferreira Nascimento, o empresário Geraldo Alves de Assis, o "Geraldinho", os assessores Tiago Vinícus Ribeiro (do setor de Licitações da prefeitura), João Krigger, os empresários Zeca do MS, José Carlos Roberto Barcellos e Marco Aurélio Camargo (diretor do Hospital Evangélico).
Eles tiveram concessão de habeas corpus pela juiz Dileta Terezinha de Souza Tomáz. No total a juiza concedeu habeas corpus para 13 dos 28 presos na Operação Oragano que investiga fraudes em licitações públicas, na prefeitura de Dourados. A informação é do advogado João Arnar, que atende cinco dos detidos.
Os habeas corpus beneficiam os vereadores Aurélio Bonatto, José Carlos Cimatti, Júlio Artuzi (Tio Júlio), Marcelo Barros, Paulo Henrique Bambu, além de José Antônio Soares, Paulo Ferreira Nascimento, Sidlei Donizete Herédia, Marco Aurélio Camargo (diretor do Hospital Evangélico), João Krigger, Tiago Vinícus Ribeiro (do setor de Licitações da prefeitura), José Roberto Barcellos, Geraldo Alves Assis.
O vereador Zezinho da Farmácia consta na lista, mas não será solto ainda porque, segundo a polícia, uma arma calibre 38 foi encontrada na casa dele.
O revólver seria herança de um avô e nem estaria em uso. No entanto, ele vai continuar na penitenciária, recluso, até despacho da juíza que analisa o caso.
O advogado dele, João Arnar, espera que Zezinho deixa a PHAC até domingo, quando expira o prazo das prisões temporárias.
Acusações:
Marcelo Barros
Relatório da Polícia Federal mostra que Marcelo Barros (DEM)no dia 3 de junho, durante encontro com Passaia, falou sobre sua candidatura a deputado estadual e o apoio que Ari Artuzi poderia dar.
No final da conversa ele teria escrito num papel o valor de R$ 10 mil, referente a ajuda que precisava. O secretário baixou para cinco, mas o vereador acabou dizendo que se o prefeito desse os R$ 10 mil ficaria do lado dele e não faria mais oposição, além de retirar uma denúncia feita ao Ministério Público questionando o contrato com a GWA tem com a prefeitura. No dia 28 do mesmo mês Marcelo Barros aparece em vídeo gravado pela PF, recebendo o dinheiro de Eleandro Passaia. No entanto o vereador não quis ficar com os R$ 10 mil e pediu que fosse entregue para uma terceira pessoa na lavanderia do Lar Santa Rita.
Bonatto
O vereador Aurélio Bonatto, candidato a deputado estadual pelo PDT, partido do prefeito, também aparece em vídeo recebendo dinheiro de propina, para ser usado em campanha eleitoral.
No dia 2 de junho, desse ano o vereador recebeu R$ 10 mil referente a sua “mesada”. O encontro também foi registrado. Já no dia 25, do mesmo mês, Bonatto pede a Eleandro Passaia que faça uma Carta Convite, no valor de R$ 78 mil, para a perfuração de poço artesiano, pois havia feito uma emenda parlamentar para tal fim e segundo o próprio vereador, a obra irá custar em torno de R$ 20 mil e o restante será repassado a ele, pela empresa, para ser gasto na sua campanha. Dois dias depois o secretário de Governo entregou mais R$ 5 mil para Bonatto, dado pela empresa Medianeira, referente a renovação do contrato da empresa.
Bambu
Conforme o relatório da Polícia Federal (PF), conversa gravada mostra o vereador Paulo Henrique Bambu pedindo para o ex-secretário de governo, Eleandro Passaia, “algumas casas para entregar para pessoas por ele indicadas”. Taxativo disse ainda que, “deve receber mais casas populares para distribuir que os demais vereadores”.
Toda essa conversa foi feita e registrada em 29 de junho, na Câmara Municipal, e teve ainda a participação do vereador Humberto Teixeira Júnior. O documento da PF revela ainda que Bambu chegou a questionar Passaia sobre a entrega de casas populares, afirmando que, “o prefeito Ari Artuzi, está realizando as entregas após o expediente, ou seja, escondido dos vereadores”.
Essa revelação dá entender que as moradias populares em Dourados eram oferecidas a pessoas através de um esquema que envolvia diretamente o prefeito e boa parte dos vereadores.
Tio Júlio
O veredor "Tio Júlio", aparece recebendo R$ 10 mil, como parte de sua "mesada", segundo relatório da PF.
