Dourados pede recursos da União contra estragos do tornado
O pedido de Situação de Emergência feito pela prefeitura de Dourados, homologado ontem pela Coordenadoria de Defesa Civil, em Campo Grande, já foi encaminhada para Secretaria Nacional do órgão, ligada ao Ministério de Integração Nacional, em Brasília-DF, para avaliação.
O decreto de número 46/2010, assinado pelo governador André Puccinelli, foi publicado ontem no Diário Oficial do Estado. A Situação de Emergência vale para os 15 bairros afetados pelo tornado, que passou pela cidade, no dia 26 de abril desse ano e causou prejuízo, avaliado por secretários do município, R$ 3,4 milhões.
O fenômeno natural, foi certificado pela Estação Agrometeorológica da Embrapa-Agropecuária Oeste. O órgão confirmou a ocorrência do tornado no município com ventos superiores a 150 km/h.
Se o pedido encaminhado à Secretaria Nacional de Defesa Civil for reconhecido o município deverá receber apoio financeiro do Governo Federal para ser usado na reparação dos danos causados pelo tornado. A decisão do órgão, sobre o pedido de Situação de Emergência, N.º 1007, de 30 de abril de 2010, deve sair no final da próxima semana.
O decreto, em nível estadual, vale por 90 dias e, conforme o documento, os órgãos estaduais componentes da administração que atuam direta e indiretamente ficam autorizados a prestar apoio suplementar ao município afetado, mediante prévia articulação com o órgão de Coordenação do Sistema Estadual de Defesa Civil.
PREJUÍZOS Segundo o coordenador de Defesa Civil de Dourados, o GM João Vicente Chencarek, o vento danificou e destruiu residências, estabelecimentos comerciais e comunitários, além de quebrar e arrancar diversas árvores. Devido o temporal, 152 pessoas ficaram desabrigadas, totalizando 1.440 pessoas afetadas no município.
O forte vento que passou por Dourados deixou rastro de destruição por vários bairros da cidade. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros receberam centenas de ligações de ocorrências de prédios destruídos, postes de concretos quebrados, carretas e caminhões tombados e muitas casas danificadas.
Por toda cidade ainda é possível ver os prejuízos. Muitas árvores foram arrancadas pela raiz e outras precisaram ser retiradas por oferecer riscos. Vários pontos das cidade ficaram sem energia elétrica.
Casos semelhantes foram registrados no Portal, Vila Índio, Jardins Ouro Verde, Guanabara e Alambra. Os prejuízos mais significativos ocorreram no corredor do vale onde passa o Córrego Laranja Doce e na região do Parque de Exposições, onde existem áreas abertas e bastante terrenos baldios.

