José Tibiriçá Martins Ferreira*
Na semana passada, publiquei o artigo nominado de A VINDA DO PRESIDENTE LULA EM DOURADOS, onde citei que era uma coincidência por ser no dia 24 de agosto, data da morte do Presidente Getúlio Dorneles Vargas, que se noticia ser o primeiro Presidente eleito a visitar Dourados na década de 1940. Como douradense, neto materno do gaúcho Mantilha Martins que nasceu em São Borja-RS, em 10/02/1897, terra de Getúlio, com menos de 18 anos, em companhia de seu avô Manuel Martins, que vendeu sua estância em 14 de agosto de 1911 a seu primo Francisco Martins Dutra, em companhia da esposa, do filho Domingos Martins, partiram de São Braz, de carreta e após um ano e sete meses de viagem, chegaram ao lugar denominado Cabeceira do Apa, Município de Ponta Porá. Minha intenção não era polarizar com o professor de história que lecionou no CEUD e não sei quando chegou a Dourados. Sei que estive no CEUD primeiro que ele como universitário, prestei vestibular em 23/03/1971, sou da primeira turma de Letras com Inglês. Cursei o primeiro ano aqui e transferi-me para Campo Grande, onde cursei além faculdade o NPOR, tornei-me segundo tenente reservista de artilharia, muito me orgulho do Exército, tendo colado grau na FUCMAT em 1974, hoje UCDB. Não se pode negar a Sérgio Cruz a apresentação do projeto de criação da Universidade quando era deputado e tantas foram as pessoas que colaboraram para o movimento e não só as que o professor citou no seu artigo publicado no sábado passado. O professor fala em combate à ditadura, mas ela sempre existiu do ponto de vista de cada um e lembrar em ditadura no Brasil hoje, depois das eleições em 1989 é querer mexer em algo que não vale a pena. Houve a anistia ampla e irrestrita e aqueles que se acharam perseguidos, receberam até indenização. O próprio Presidente Lula não fala mais em ditadura, sua candidata também não fala do assunto, isto é um grande avanço. No artigo publicado em vários jornais, pois não era assunto a ser tratado no artigo. Mesmo assim, fui contestado indevidamente em todos os jornais virtuais, por vossa senhoria, professor Wilson Valentim Biasotto que até já se imortalizou. Nunca estive a serviço de nenhum político e vossa senhoria foi infeliz ao dizer que estou a serviço do deputado federal Geraldo Rezende Pereira que aqui chegou pequenino de Minas Gerais, há mais de 50 anos. A população tem dito que ele tem boa atuação em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, bem como o douradense Marçal Filho e que ambos poderiam retornar para o bem de Dourados. Quanto ao ex-presidente Getúlio, Dourados e a Grande Dourados deve muito a ele e como és professor de história, tens conhecimento de que aqui ele criou a Colônia Federal de Dourados. Os homens de bem que administraram Dourados não se esqueceram dele, ao nominarem a Escola Presidente Vargas, o Distrito de Vila Vargas, a Avenida Presidente Vargas e construído uma estátua em sua homenagem no contorno da avenida que leva seu nome com a Rua Joaquim Teixeira Alves. Com a criação da Colônia, muitos nordestinos vieram desbravá-la e para homenageá-los, foi construído o Monumento ao Colono, a Estátua do Colono, com o machado na mão que está na Praça batizada de Antonio João. Ao sugerir que os dois pernambucanos, o Presidente Lula e Sérgio Cruz fizessem uma homenagem ao pai dos pobres, ex-Presidente Getúlio, colocando-se flores ao pé da sua estátua, é um ato de reconhecimento por tudo que o caudilho fez por nossa Grande Dourados. Vamos dar as mãos e pedir ao nosso presidente e à candidata Dilma que, sendo eleita, olhe para nossa cidade. Vamos deixar o ego de lado, o importante é que a UFGD existe em Dourados, uma obra que repercutiu bem, é normal que os políticos queiram reinvidicá-la como filha. Agora eu pergunto, quem é o pai do quilombo que quiseram implantar na Picadinha a partir de 24 fevereiro de 2005? Esta obra nós sabemos quem são os pais, não precisa pedir o DNA. Que o Presidente e a candidata tenham uma ótima recepção em nossa cidade, que levem uma boa imagem dela e traga mais obras.
*Advogado.