Fantástico mostra bastidores do escândalo de Dourados no Mato Grosso do Sul
O Fantástico, exibido ontem pela Rede Globo de Televisão, mostrou os bastidores do escândalo em Dourados. Abriu a reportagem com imagens do prefeito Ari Artuzi deitado num colchenete, lendo um livro sobre o budismo. Numa passagem, o prefeito aparece falando com desdém de obras públicas: vai ter asfalto para todo povo, inclusive para mim (aponta o peito com dedo indicador) que passo aqui...
Durante a reportagem, apareceram também a primeira-dama de Dourados, Maria Artuzi, que está no presídio semi-aberto, onde não escapou inclusive da escala de faxina, juntamente com outras presas. A secretária de Finaças Ignez Boschetti também está lá.
O prefeito afastado, Ari Artuzi (PDT) continua no 3º Distrito Policial da capital, por medida de segurança. Já o vice-prefeito, Carlinhos Cantor, o presidente da Câmara Sidlei Alves (DEM) e o vereador Júnior Teixeira (PDT) estão presos na Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorin Costa (PHAC), em Dourados.
Artuzi e outros foram presos pela Polícia Federal, que desencadeou a Operação Uragano (furação, em italiano), dia 1º ds setembro, acusados de corrupção de servidores e agentes públicos, desvio de recursos públicos, fraude à licitação e superfaturamento e outros.
Além dos chefes do Executivo e Legislativo, foram presos, ainda, secretários e empresários. A maioria obteve o benefício do habeas corpus e foi solta dois a três dias depois.
Conforme noticiou o Douradosagora, no final de semana, o procurador-geral do município, Alziro Moreno, e a esposa dele, Tatiana Moreno, secretária de Administração afastada, foram transferidos para o 3º Batalhão da Polícia Militar de Dourados. Alziro Moreno estava na Phac; Tatiana no semi-aberto feminino de Dourados, localizado na vila Maxwell. As transferências foram feitas pela Polícia Militar.
Como em Dourados não há prisão especial, segundo ele, uma das alternativas apontadas à juiza Dileta Terezinha Souza Tomaz foi justamente a transferência para o batalhão da PM, onde os advogados poderiam ficar em condições de isolamento dos demais presos. O pedido apresentado pela OAB também incluía o advogado Tiago Vinicius Ribeiro, diretor do setor de licitações, que também foi preso durante a operação Uragano. No entanto, Tiago foi beneficiado com relaxamento de prisão e foi solto na sexta-feira. Ele também estava na Phac.
Segundo Cesar Rasslan, outra alternativa para cumprimento da legislação seria até mesmo a prisão domiciliar, situação que já teria sido concedida em outras ocasiões na capital. "Já existem outros casos em que os advogados foram beneficiados com a prisão domiciliar, sempre pela intervenção da OAB", explica.

