11/04/2012 08h36 - Atualizado em 11/04/2012 08h36
Mauro Luiz Pizzini*
Ser pobre no Brasil é um castigo. Como os impostos recaem mais sobre o consumo, as pessoas de menor poder aquisitivo pagam – proporcionalmente - mais impostos que os ricos, já que todo o ganho é usado para pagar contas (água, luz, supermercado, vestuário) as quais são tributadas pelo Governo (nem quem está na economia informal escapa). Os endinheirados, também são taxados no consumo, mas podem investir em opções com menor - ou sem – taxação que dos menos afortunados (mercado financeiro, moeda estrangeira); permitindo aumentar o patrimônio.
Ser pobre no Brasil é humilhante. Os políticos ganham muito, aumentam seus próprios salários, a maioria deles finge que trabalha, só visa causa própria, e ainda, tem a petulância de deixar claro que está fazendo favor à população (por algum benefício). Pior, divulga na mídia que determinado serviço é grátis.
Se o salário deles é pago pelo contribuinte, como algo feito por eles pode ser gratuito? Como haveria algum serviço prestado à população, se esta não pagasse impostos? Mais revoltante, é quando algumas pessoas e entidades agradecem publicamente (outdoor, jornal) se alguma benfeitoria é feita por esses sanguessugas – cujas mordomias envergo-nham qualquer milionário.
PS - A administração municipal de Dourados tem mostrado agilidade e eficiência, pena que tenha decidido tomar medidas que prejudicam a humanização da cidade. As mais importantes: Extinguir ciclo faixas (por que não aperfeiçoá-las?) para beneficiar os veículos, criar terceira faixa na Marcelino Pires (sem deixar espaço para os ciclistas) e ao extinguir o calçadão da Nelson de Araújo, construiu estacionamento no canteiro central, ao invés de gramá-lo (calçamento provoca enchentes e aumento da temperatura).
Se algumas ações forem “emergenciais”, visando melhorar a fluidez do trânsito (visto que, a cidade estava abandonada), é compreensível; mas, se a filosofia de excluir ciclistas, fazer vista grossa aos veículos (que obrigam aos pedestres a andar pelo asfalto) e aumentar vagas de estacionamento sem critério, for mantida, sei não...
*CABELEIREIRO (3423-3086)- e-mail: [email protected]