06/06/2013 13h48 - Atualizado em 06/06/2013 13h48
Assessoria
No dia 13 de junho(quinta-feira), a partir das 20 h, o SESC Dourados promove palestra gratuita com o artista plástico Carlos Vergara no Teatro Municipal do município. Na sequência, às 21h30, na sala de exposições no prédio da Pró-Reitoria da UFGD, será oferecido coquetel de abertura da exposição “Carlos Vergara – Viajante – Experiências de São Miguel das Missões” e faz parte do projeto Arte SESC.
A Mostra estará aberta ao público de 14 de junho a 4 de agosto na sala de exposições no prédio da Pró-Reitoria da UFGD. A visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira das 8h às 12 horas e das 13h às 18h.
O artista – A Mostra será oportunidade para a classe artística e o público em geral terem contato com o artista que participou de importantes momentos da cultura como a bienal de São Paulo, em 1963, a bienal de Veneza, na década de 80 e que foi discípulo nomes como Hélio Oiticica e Iberê Camargo.
A obra de Carlos Vergara alterna abordagens abstratas e figurativas. Usando prioritariamente suportes como a pintura e a fotografia, intercalados por algumas experiências em cinema, o artista dedica-se desde os anos 1960 a registrar manifestações culturais, paisagens, cores, texturas, técnicas e matérias do Brasil, especialmente do Rio de Janeiro. Outro momento importante foi a série Monotipia do Pantanal, lançada pelo artista entre 1996 e 1997, que marcou a transição da figuração para o trabalho com obras abstratas.
Sobre a exposição - A exposição “Carlos Vergara – Viajante” foi produzida em 2008 e registra impressões do artista sobre a construção da cidade de São Miguel das Missões (RS), depois de visitas às ruínas de missões jesuíticas no Sul do Brasil. Uma mostra com valor histórico, político, geográfico, arquitetônico e religioso.
Carlos Vergara produz monotipias ( impressões experimentais irreplicáveis ) que registram instantes de perplexidade e comunhão com todos os impulsos sensíveis que ainda habitam as ruínas - o céu imensamente azul, a luz produzindo a cada momento uma nova configuração de formas e as sombras entre arquitetura e paisagem, o vento e o canto dos pássaros. Eclosão multissensorial do lugar que desafia o artista, como o infinito ao físico-matemático. Ali o artista reconhece a imensidão cósmica e a efêmera passagem humana, onde o tempo natural permanece como guardião de outro tempo da eternidade das memórias ou das fronteiras visíveis e invisíveis das construções e dos sonhos humanos, Esse é o grau de responsabilidade e potência poética com a qual o artista viajante - Vergara - joga com a razão da arte e a intuição da existência.
A conquista da síntese é evocada em cada obra como pensamento de um missionário transtemporal e transcultural, cuja vontade ( ou missão comunicativa é despertar a mente e o coração para reflexões sobre a história dos lugares de esperança de como vivermos juntos. Vergara, em suas viagens, vem afirmando o interesse por esses lugares onde a história concreta do passado se projeto para o futuro - Hoje. O artista, antes de tudo, trabalho com o o presente ( como é o caso dos Sete Povos das Missões), realizando uma arqueologia de visões imaginárias utópicas, inspiradas na confluência entre esforços de indivíduos e o fenômeno da união de vontades construtivas coletivas.
Sobre o ArteSesc – O SESC tem trabalhado com artes visuais desde 1976 e, em 1981, iniciou o projeto ArteSESC com o intuito de fomentar a produção artística do país, estimulando a criação de um circuito que não fosse limitado somente às capitais, mas que alcançasse o interior do país , áreas em que a produção artística fica mais restrita.São variados os período históricos, temas, técnicas e suportes que integram o projeto com obras de diferentes artistas ou grupos, selecionados por curadorias específicas.
